Desenmascara.me: saber se um site é seguro

Quando naveganos na net há sempre a possibilidade de andarmos por sítios pouco seguros, potencialmente perigosos. Então, como saber se um sítio é um lugar vulnerável ou não? como é que sabemos que ao ingressar num determinado o sítio não podemos ser vítimas de roubo de identidade, por exemplo?

Desenmascara me
Há muitas soluções, umas mais sofisticadas que outras. A alternativa que propomos é uma ferramenta que nos ajuda a nos protegermos de sítio maliciosos.
Desenmascara.me é um sítio, em língua espanhola, que nos permite saber se um sítio é pouco seguro. Simplesmente temos que introduzir o URL (endereço do sítio) que queremos testar e o Desenmascara.me mostrar-nos-á as deficiências em termos de segurança do mesmo. Se a sua resposta é “Bem”, o sítio é seguro. Além do mais, oferece-nos outros dados, como o lugar onde o sítio está hospedado, o tipo de servidor, e também se está na lista negra do Google (safebrousing).

Fonte: Desenmascara.me

O que os professores podem ou não pôr no Facebook

Por mais recorrente que o tema possa ser, a questão da privacidade no Facebook tem sido objecto de variadíssimos trabalhos, em sites, blogues, jornais, revistas e estudos. O bom senso (ou lá o que isso seja, dependendo do ponto de vista) leva-nos, naturalmente, a ter alguns cuidados na definição do que podemos ou não colocar à vista de todos, para todo o mundo. Quando nos colocamos no papel de professor, no entanto, a questão é, ou deve ser, ainda mais refletida e os cuidados a ter mais redobrados. O blogue EduDemic, uma referência nos blogues educacionais que povoam o web, tem vários artigos sobre este tema. Um dos pontos que achamos interessantes é uma síntese acerca do que pode um professor pôr ou não pôr no Facebook.
Com algumas adaptações aqui vão…

As 8 coisas que um professor nunca deve pôr no Facebook

  1. Não partilhe informação pessoal que não costuma mostrar na turma.
    (Por exemplo: fotos em que esteja a beber álcool, em fato de banho na piscina, fotos sensuais, ou de outra natureza mais adulta).
  2. Não discuta nada que não seja relacionado com educação.
    (Pode até parecer exagerado, mas não se esqueça.)
  3. Não deixe nunca o seu perfil aberto, sem restrições de privacidade.
    (Se o fizer, o seu perfil – dados, fotos, etc… – ficam públicos e podem ser encontrados na web através de uma qualquer pesquisa.)
  4. Não diga mal de ninguém.
    (São altas as probabilidade de essa pessoa vir a tomar conhecimento do que disse.)
  5. Não utilize uma foto de perfil não profissional.
    (A recomendação vai para ter um perfil profissional separado, se achar que consegue ligar com várias contas em simultâneo.)
  6. Não jogue Farmeville.
    (Quem diz o Farmeville diz outros jogos. Evite este tipo de aplicativos o mais possível.)
  7. Não converse com os alunos online fora das horas de trabalho.
    (Eles podem escrever-lhe, mas é melhor só falar com eles durante horas predefinidas, para manter alguma privacidade.)
  8. Não comente artigos ou posts dos alunos não relacionados com a escola ou com a matéria de estudo.
    (Reserve os seus comentários para o que é prioritário na sua relação profissional com eles. Não seja uma mosca zumbindo-lhes os ouvidos.)
Ok, ok, basta de tanto NÃO.

Então, o que é que um professor pode pôr no Facebook?

  1. Partilhar apresentações e apontamentos com os alunos.
    (ligações para o slideshare, etc. podem funcionar com o um arquivo de lições, que podem ser aproveitadas por outros estudantes.)
  2. Responder às questões dos seus alunos.
    (Não precisa de estar online permanentemente. Procure ir com regularidade ao perfil para verificar se tem alguma questão para responder.)
  3. Humanizar relação com os alunos. Falar com eles “olhos nos olhos”.
    (Não permita que eles se sintam envergonhados quando falam consigo.)
  4. Partilhar fotografias e coisas que os seus alunos tenham feito.
    (Uma pequena promoção do seu trabalho árduo nunca fez mal a ninguém.)
  5. Para encontrar outros professores, trocar ideias, boas práticas, circule.
    (Participe noutros grupos de interesse.)
  6. Partilhar o máximo de conteúdos educacionais que puder.
    (É recomendável ter uma conta separada de “professor” de forma a melhor poder defender a sua privacidade.)
  7. Junte-se a grupos educacionais e participe activamente.
    (Não apenas no Facebook, mas também no Linkedin e outras redes mais profissionais.)
  8. Usar o Facebook como uma ferramenta de ensino e não como uma forma para evitar o ensino presencial.
    (Não se torne “face-dependente“, nem se afaste dos seus alunos.)

Fontes:
EduDemic
Centro de Segurança do Facebook

18 ideias para prevenir e combater o Cyberbullying

É vasta a literatura presente na net sobre as o fenómeno do Cyberbullying. No post anterior falamos sobre as suas ameaças e que meios utiliza na internet. Hoje, propomos um conjunto de ideias que, em separado ou em conjunto, nos podem ajudar, pais e filhos, professores e alunos, a desfrutar dos prazeres da net sem sermos ameaçados por mentes tortuosas.

1 – Conheça as armas de combate ao bullying. Navegue pela Internet e informe-se acerca de todos os meios de combate à disposição do cibernauta.
2 – Fale com os filhos ou educandos. A comunicação entre o jovem e as pessoas envolvidas na sua educação ajuda a evitar o isolamento e o segredo quando um problema destes se instala.
3 – Mantenha os computadores em locais comuns da sua habitação. Este cuidado refere-se aos computadores com acesso à Internet.
4 – Seja seletivo no tipo de informação pessoal que partilha A informação pessoal inclui nomes, amigos, família, endereço, número de telefone, escola, local de trabalho, assim como fotos, números de identidade, códigos de acesso, etc. Ensine ao seu educando os perigos de fornecer dados pessoais a terceiros, tais como o roubo de identidade.
5 – Não acredite em tudo o que lê. Lá porque alguém diz que tem 15 anos, isso não é verdade absoluta. Há idosos que querem passar por novos, mulheres que se fazem passar por homens e homens por mulheres.
6 – Ensine os seus educandos a serem correctos na Internet. Insista na boa educação, seja online ou no dia-a-dia. Um dos efeitos do cyberbullying pode levar a vítima a retaliar e tornar-se, ela mesma, numa praticante de cyberbullying.
7 – Não envie mensagens quando está irritado com alguém. Acalme-se primeiro, pense que deve escrever. Mensagem enviada é como pedra fora da mão. Não tem retorno.
8 – Seja cuidadoso nas mensagens de estranhos. Ensine os seus filhos a nunca abrirem sozinhos mensagens de desconhecidos.
9 – Siga os seus instintos. Se desconfia de algo, prepare as suas defesas.
10 – Não esteja sempre online. Faça um intervalo. Ensine os seus filhos a desligar a net de vez em quando. Vá apanhar ar livre com eles.
11 – Mude de conta de correio electrónico ou outras. Se acha que está a ser vítima mude de correio eletrónico e dê conta da mudança apenas aos seus amigos.
12 – Instale software de prevenção de cyberbullying. Se pesquisar na Internet, encontrará alguns programas que poderá instalar no seu computador para ajudar a prevenir este tipo de situação e/ou ajudar a identificar a origem do ataque.”

Se você ou os seus educandos estão a ser vítimas de Cyberbullying…

13 – Lembre-se que não está só. Fale com alguém. É sempre complicado resolver estes problemas sozinho.
14 – Não responda às mensagens que o ameaçam. Responder é ir de encontro aos desejos de quem o quer chatear. Não lhe dê esse prazer.
15 – Apresente queixa na polícia.
16 – Guarde as mensagens de cyberbullying. Embora não sejam agradáveis, estas podem servir de prova caso o assunto assuma proporções tais que seja necessária a intervenção de entidades especializadas.

Que tipo de informação devo guardar para eventual queixa e processo?

17 — Do Correio eletrónico, guarde o endereço do email; data e hora de receção e cópia dos emails com toda a informação original, incluindo os cabeçalhos completos.
18 – Guarde toda a informação que seja relevante publicada em grupos ou redes sociais que o atinjam: URL (endereço web) do grupo onde são publicadas as ofensas; nickname e email de quem o ofende e data em que começou o ataque.

Fontes
http://www.internetsegura.pt/
http://www.cyberbullying.org

As ameaças do cyberbullying

O cyberbullying é, de acordo com a definição mais ou menos consensual, “uma prática que envolve o uso de tecnologias de informação e comunicação para dar apoio a comportamentos deliberados, repetidos e hostis praticados por um indivíduo ou grupo com a intenção de prejudicar outrem”. Um problema grave de ataque à privacidade e ao bom nome de cada um, de difícil resolução, que só a educação e o bom senso podem minorar.
Como salienta Luzia de Oliveira Pinheiro na sua tese “Cyberbullying em Portugal:uma perspectiva sociológica“, “o facto do cyberbullying se mover essencialmente na internet contribuiu para que se convertesse num problema mundial. Mas também que fosse mais complexo que o tradicional bullying. A verdade é que os cyberbullies, que são aqueles que praticam cyberbullying, sentem que nunca serão identificados. Daí que a promessa de anonimato oferecida pela Internet seja um grande motor para que este tipo de violência se propague.”
Seleccionamos alguns conceitos, ideias, pistas, que nos poderão ajudar a compreender e ajudar a prevenir o fenómeno.
Apresentamos algumas ideias e recomendamos alguns locais de consulta que consideramos relevantes sobre um tema cada vez mais actual. Centramo-nos sobre tudo no fenómeno da internet.

Que formas pode ter o cyberbullying?
Vejamos alguns dos exemplos mais significativos:

Email – Correio Eletrónico

Devido à facilidade existente no envio de mensagens incógnitas, o email é um dos meios mais utilizados pelos “Cyberbullies” para atingir as suas vítimas.
Muitas vezes, é possível descobrir a origem da conta de email a partir do qual foi enviada uma mensagem. No entanto, é quase impossível provar que uma determinada pessoa realmente usou essa conta de e-mail para enviar mensagens ofensivas. Por outro lado, se as mensagens enviadas de contas com provedores de Internet locais / regionais (ISPs) podem ser mais facilmente rastreadas, as enviadas tendo como base os grandes fornecedores de email, como Hotmail, Gmail, Yahoo,… etc, são de identificação praticamente impossível.

O que pode fazer
É aconselhável a utilização de filtros de correio electrónico que poderão bloquear ou excluir automaticamente mensagens de remetentes indesejáveis. Isto funciona até certo ponto, mas, como a maioria dos utilizadores de email sabe, é quase impossível parar todos os emails indesejados, mensagens como anúncios, etc, SPAM.

Mensagens instantâneas (IM)

Os Cyberbullies podem e usam qualquer um dos diferentes sistemas de IM (MSN, Messenger, Yahoo, …) para enviar mensagens de assédio e de ameaças.
As conversas e os conflitos que surgem on-line muitas vezes dão origem a comportamentos violentos seja na escola ou na rua.

O que pode fazer
Acompanhe o processo de inscrição do seu filho/educando numa conta de IM. Seja cuidadoso na informação pessoal que disponibiliza online. Crie listas separadas de amigos e conhecidos em quem confia. Não aceite toda a gente nos seus círculos.

Salas de chat

As salas de chat são, por excelência, espaços onde, regra geral, as pessoas nem sempre são o que parecem ser. Nesses espaços, os utilizadores podem entrar anonimamente, escrever o que quiserem, verdadeiro ou falso, abrindo espaço a conversas hostis, ameaças, etc. São também espaços onde entram os predadores, estranhos que prometem “ajudar” os jovens e que tentam marcar encontros reais, muitas vezes com objectivos sinistros.

O que pode fazer
Crianças pequenas nunca devem entrar em sala de conversa, a menos que um adulto confiável e responsável ou tutor esteja sentado com eles no computador. Crianças mais velhas poderão visitar salas de chat moderadas por alguém responsável, de forma a evitar situações comprometedoras , confrangedores ou de de carácter ofensivo. As crianças não devem trocar de email com alguém de uma sala de chat ou marcar encontros com alguém sem a autorização dos pais ou encarregados de educação.

Sites da web

Os Cyberbullies podem criar sites da Web para zombar, atormentar e perseguir os outros. Se é relativamente fácil identificar os proprietários dos sites através do seu fornecedor de acesso à Internet (ISP, Internet Service Provider), alguns ISP’s dificultam essa tarefa, não reconhecem eventuais queixas, ignoram ou não respondem a qualquer reclamação. Por outro lado, a oferta de locais para a criação de sites hoje é tão grande, diversificada, cada vez mais simples e pouco exigente, que qualquer pessoa pode criar uma página praticamente anónima e lá colocar o que quiser sem que ninguém o incomode. Desde as páginas tradicionais aos blogues tudo é possível tornando a tarefa se não impossível, pelo menos de difícil resolução.

O que pode fazer

Contra esta torrente, além da denúncia que sempre é possível fazer aos administradores das redes sociais, como o Facebook, o melhor caminho é sempre a prevenção.

Sondagens online

Alguns sites oferecem aos utilizadores a oportunidade de criar sondagens online. Os Cyberbullies podem usar esses sites para criar páginas Web que permitem a votação online para “o mais feio, o mais gordo etc, da escola, do bairro… “.
Embora esses sites afirmem que não toleram o uso de seus sites para tais fins, o que é sempre de elogiar, há sempre quem arrisque. Na verdade, a maioria das páginas não são verificadas pelos administradores abrindo a porta a abusos.

Tecnologias emergentes

Existem muitas tecnologias de comunicação emergentes, tais como Wi-Fi SPOT, ThreeDegrees etc, que estão a tornar mais fácil o acesso à internet, em qualquer lugar, a qualquer hora. Se estes novos meios abrem novas possibilidades de comunicação, são também uma janela aberta à maledicência. Por isso, há que estar atento. Sempre, já que todos temos o direito de ser respeitados e a responsabilidade de respeitar os outros.

Fontes:
http://www.cyberbullying.org/
http://www.bullying.org/
http://www.stopbullying.gov/topics/cyberbullying/
http://pt.wikipedia.org/wiki/Cyberbullying/
http://www.stopcyberbullying.org/index2.html
Textos recomendados:
Cyberbullying em Portugal : uma perspectiva sociológica
Cyberbullying: um desafio à investigação e à formação
Cyberbullying em Crescendo
Bullying e Cyberbullying
Cyberbullying: a violência virtual
Bullying contra professores na web
Cyberbullying: fenómeno sem rosto
Cyberbullying

Web hosting

Mais 20 coisas que nunca devemos postar no Facebook

Num post anterior, enumeramos 5 coisas que nunca deveríamos postar no Facebook. A saber:

1. Datas de nascimento
2. Relacionamentos
3. A sua localização atual
4. Se está sozinho em casa
5. Fotos dos filhos com nomes




Juntamos agora outros 15 pontos também essenciais:

6. Torne o seu perfil privado

Desta forma garante que só os seus amigos poderão ver as suas conversas e as suas imagens. A privacidade é um bem. Não a deite na rede.

7. Seja amigo só dos seus amigos

Podemos subdividir este item em 4 pontos:

Adicionar velhos amigos e depois esquecê-los

Todos sabemos que há pessoas que coleccionam amigos nas redes sociais. Há um conhecido que não vemos há anos. Ele adiciona-nos, nós aceitamos e, depois, ignoramo-lo. Ou então somos nós a tomar a iniciativa e, depois, é como se não existisse. Porque o aceitamos?Só para coleccionar?

Adicionar desconhecidos

Aqui entram os “coleccionadores”. É a mesma coisa que adicionar velhos conhecidos e não falar com eles. Se não conhece porque adiciona? Ou não sabe que sempre que adiciona alguém ao seu círculo de amigos esse alguém passa a ter conhecimento de tudo o que você faz na rede social?

Adicionar conhecidos de circunstância

Algumas pessoas não entendem que a troca de endereços de email no final de uma festa ou de um evento social é apenas um ritual e que tal não significa um convite para adicionar aos amigos no Facebook.

Aceitar convites de amigos de pessoas que não conhece

Costuma convidar para entrar em casa toda a gente que lhe bate à porta? No Face é igual. Seja criterioso.

8. Não partilhe tudo

Há uma falsa sensação de segurança e anonimato quando se diz algo a alguém sem ser cara a cara. Mas a realidade é que ao colocar alguma coisa no mural do Facebook estamos a compartilhar com todos. Se por acaso partilha algo que não diria a todas as pessoas que constam da sua lista, o mais provável é estar a dizer algo que não devia, a quem não devia.

9. Não discuta com os seus amigos mais chegados

Não revele as suas discussões coma família ou namorados. Coisas privadas devem permanecer privadas, mesmo na era do Facebook.

10. Partilhe apenas o que tem de melhor.

Escrever asneiras pode parecer engraçado em determinado momento. Mas não se esqueça. O seu futuro empregador pode querer ver o seu perfil no Facebook antes de o contratar. O que escreveu pode provocar o seu despedimento antes de ser contratado. Não é nada agradável ser um ex-futuro empregado.
Por isso, partilhe só que tem de melhor. O seu perfil é uma espécie de currículum vitæ e de portefólio. Não esqueça.

11. Não partilhe fotos comprometedoras

Partilhar fotos de uma bebedeira não é certamente a melhor forma de valorizar o seu perfil. Volte a ler o item anterior.

12. Não seja spammer

Não convide os amigos para juntar-se a todas as aplicações em que você entrar. E se joga jogos online, defina as configurações da sua conta para que os seus amigos não recebam as actualizações dos seus jogos. Além disso, pode parecer que você não faz outra coisa que não seja jogar ao Farmville.

13. Não diga o que está a fazer em cada momento

Avisou o seu chefe que nesse dia não vai trabalhar por estar, supostamente” doente. E, então, atualiza o perfil Facebook minuto a minuto, durante todo o dia, documentando um dia de gelados, cerveja, praia, jogos de vídeo e pular na cama. O mais provável é essa actualização chegar ao seu chefe. Será meio caminho para ser despedido. Com justa causa.

14. Escrever no mural em vez de comunicar em privado

A força motriz por trás do sucesso do Facebook é a … vaidade. As pessoas adoram a ideia de que os outros estão a observar o que eles estão a fazer. Se quer convidar alguém, faça-o privadamente. Nem toda a gente tem de conhecer a lista de convidados da sua festa.

15. Faça de conta que está a ser visto na Televisão

Acima de tudo, antes de postar qualquer coisa no Facebook, pare e pergunte a si mesmo: eu iria anunciar isto na televisão? Eu faria isso na televisão? Se a resposta for não, então não o coloque. O Facebook é público e não podemos ter de volta o que postamos.

16. Queixar-se

A coisa mais irritante que as pessoas fazem no Facebook é pulverizar o seu mural com queixumes, e auto-comiseração. Se tem algo a dizer a alguém, faça-o frontalmente, não no seu mural, porque ninguém está interessado nisso e só vão chamá-lo de idiota.

16. O seu endereço

A sua casa é o seu refúgio. Dê primazia à sua privacidade.

17. O plano de férias

Divulgar quando e para onde se vai nas férias, sejam elas longas ou curtas, é meio caminho andado para potenciais perigos. Segurança na casa, companhias indesejadas, falatórios inconvenientes. Os relatos de viagens fazem-se no fim e, mesmo assim, com parcimónia.

18. O número de telefone

Já bastam as páginas amarelas, brancas, azuis etc. e tal, e as operadoras que divulgam os nossos números privados.

19. Fotos de familiares e amigos sem autorização

Podemos achar graça às fotos da nossa juventude, na escola ou em família. Se não estamos sozinhos, manda a boa educação que perguntemos primeiro às outras pessoas que estão nas imagens se autorizam. A foto até pode ser nossa, mas o retrato é pessoal, privado e devia ser inviolável. Respeite, se quer ser respeitado.

20. Não seja face-dependente

 O telefone e os correios continuam válidos no mundo global. Se gosta de zelar pela sua privacidade não deixe de os utilizar.

5 coisas que nunca devemos postar no Facebook

O Facebook está para as redes sociais como o Google para as pesquisas na Internet. Quando se utiliza a internet, de uma forma ou de outra, acabamos por divulgar dados pessoais, por vezes íntimos, e pensamos que, tendo a certeza de que as nossas configurações de privacidades estão corretamente definidas, a nossa privacidade está garantida.
O problema é que nunca sabemos quem está realmente a olhar para a nossa informação. Mil e um motivos podem fazer com que algum dos nossos amigos, por falta de cuidados de segurança, porque se esqueceu de sair do sistema, porque descarregou alguma aplicação “manhosa”, etc, tenha deixado uma porta aberta de acesso à nossa informação mais pessoal.
Por isso, por razões de segurança, sua e da sua família, há algumas informações que nunca deve colocar no Facebook.
Aqui estão 5 tipos de informação sobre a qual é preciso refletir antes de a disponibilizar online, em especial nas redes sociais:

1. Datas de nascimento

Todos nós gostamos de ser prendados, lembrados e saudados com um “Parabéns” ou um “Feliz Aniversário” pelos nossos amigos no muro do Facebook. Isso faz-nos sentir bem, sabendo que as pessoas se lembraram e importaram o suficiente para nos escreverem uma breve nota sobre o nosso dia especial. O problema é que, quando fornece essa data, está também a fornecer aos ladrões de identidade um dos 3 ou 4 pedaços de informação pessoal que é necessário para roubar a sua identidade. O melhor é não revelar nada, mas, se faz questão, deixe de fora o ano. Os seus verdadeiros amigos devem saber esta informação de qualquer maneira.

2. Relacionamentos

Se você está em um relacionamento ou não, pode ser melhor não torná-lo público.
Algum dos seus amigos podem adorar que você esteja novamente sozinho (a), que se tornou único (a). Que voltou a ser “single”.
Claro que isso pode dar a indicação que uma pessoa “voltou ao mercado” da conquista, despertando interesses adormecidos. Mas também pode indicar que uma pessoa está sozinha em casa
O melhor mesmo é deixar este campo em branco no seu perfil.

3. A sua localização atual

Há uma grande quantidade de pessoas que fazem questão de revelar onde estão em cada momento, 24 horas por dias, sete dias por semana.
O problema é que acaba de dizer a todos que está de férias (e não em sua casa). Se também adicionar quanto tempo vai estar em férias, os ladrões sabem quanto tempo têm para lhe assaltar a casa.
Por isso, a localização tem limites. Mais vale revelar o seu destino de férias à posteriori.

4. Estar sozinho em Casa

É extremamente importante que os pais se certifiquem de os que seus filhos nunca revelem o fato de que estão sozinhas em casa no seu perfil. Da mesma forma que não seria de bom senso anunciar num jornal que iria ficar sozinho (a) em casa, também não é razoável que o faça no Facebook.
Podemos pensar que só os nossos amigos têm acesso ao nosso estado, mas nós realmente não temos ideia de quem está a ler.
A melhor regra é não colocar nada no perfil ou estado que não gostaríamos que um estranho soubesse. Podemos ter as configurações de privacidade mais severas possíveis, mas se a conta do seu amigo não estiver, a sua também não estará.

5. Fotos dos filhos com nomes

Nós amamos os nossos filhos e faríamos qualquer coisa para mantê-los seguros. No entanto, hoje, mal acabam de nascer, as crianças são expostas na net com todos os pormenores, desde o nome à hora e data do nascimento. As suas fotografias viajam no mundo virtual, quando eles ainda estão no quarto da maternidade. Ora, como todos sabemos, este tipo de informação pode ser utilizada pelos predadores, de várias formas e feitios. Desde o nascimento até à adolescência, pelo menos.
Eles poderiam usar o nome do seu filho e os nomes de seus parentes e amigos para construir um clima desconfiança e convencê-los que eles não são realmente um estranho. Os predadores são especialistas em juntar “peças” e construir perfis completos a partir de dados dispersos.
Se mesmo assim entende que deve escrever o nome dos seus filhos, deve evitar escrever o nome completo, assim como outras informações pessoais como a data de nascimento, escola que frequenta, atividades que pratica e onde… etc.
Seria hipócrita se dissesse que eu próprio sigo à risca estas recomendações, (até porque, no caso dos filhos, eles já são grandinhos). Ainda mais porque, se é fácil colocar algo na rede, é muito difícil, se não impossível, eliminar por completo todos os dados que, com regularidade, vamos distribuindo na rede. Seja no Facebook, seja assinando newsletters, seja subscrevendo serviços.. etc.
É uma tarefa difícil mas, que a pouco e pouco, devemos dar a atenção devida para não sermos apanhados desprevenidos.
Por fim, pense duas vezes antes de marcar as fotos dos filhos de amigos e parentes. Eles podem não querer que você assinale os filhos pelos motivos acima mencionados. Pergunte primeiro. Ou então, para evitar quaisquer constrangimentos, envie aos seus amigos e familiares um link com as fotos onde eles estão, cabendo-lhes então a decisão de marcar, ou não, as fotos.
Mais vale prevenir do que remediar.

De qualquer maneira, vale aqui citar o ditado popular: “Faz como frei Tomás. Faz o que ele diz. Não faças o que ele faz.

Neutralidade da Internet

Uma boa iniciativa, a seguir pelas democracias:

O Chile publicou uma lei que protege o princípio da neutralidade da Internet, tornando-se o primeiro país do mundo a fazê-lo.
De acordo com o site especializado em Internet e tecnologia Fayerwayer, citado pela edição online do diário espanhol El País, o deputado Gonzalo Arenas, precursor da iniciativa, mostrou-se muito contente com a publicação da norma em Diário Oficial, “porque é um grande progresso para salvaguardar os direitos dos utilizadores da Internet”.
A lei chilena define que os fornecedores de acesso à Internet não podem “arbitrariamente” bloquear, interferir, discriminar, impedir ou restringir “o direito de qualquer utilizador” a usar, enviar, receber ou oferecer qualquer conteúdo, aplicação ou serviço legal através da Internet.

Fonte: Diário de Notícias