Educação: 12 questões para o século XXI

Educação: 12 questões para o século XXI

374
0
SHARE

Os conceitos de aldeia global e de um mundo plano já não são princípios arcanos nem metáforas saídas da cabeças de estudiosos e académicos. O aquecimento global deixou também de ser uma questão ideológica a marcar qualquer agenda política. Estas questões são tão atuais como a segurança das nossas escolas ou a pobreza que afeta milhões de crianças em todo o mundo.
Perante estes desafios, qual o papel dos professores, ou melhor, que atitude devem ter os professores para enfrentar os seus desafios com renovado sentido, determinação e esperança? E, acima de tudo, como o fazer na convicção de que somos todos cidadãos deste mundo superlotado que requer de todos nós, sem exceção, solidariedade, empenho, compreensão e entrega?
David Penberg é um conhecido professor e consultor educativo de diversas organizações internacionais, que coloca 12 perguntas que são, ao mesmo tempo, desafios a quem faz da profissão docente o seu destino.
Com algumas adaptações mas mantendo o espírito original, refiz as suas questões que coloco à consideração dos seguidores deste blogue.

  1. Como podemos cultivar uma mentalidade global na juventude? E por que deveríamos fazê-lo?

  2. Como aproveitar otimamente o imenso potencial da internet e o poder das redes sociais? Como podem estas ferramentas servir o nosso propósito de conexão, saltando por cima de limites e fronteiras, e contribuindo para um mundo mais seguro, são e justo?

  3. Como motivar professores e professoras a porem-se em marcha, a internacionalizar as suas aulas, programações didáticas e práticas docentes?

  4. Porque é que a educaçãoo se converteu na pedra angular da vida democrática?

  5. Quando fizeste uma pausa para refletir sobre os teus preconceitos, suposições ou posições parciais?

  6. Como assegurar que os programas escolares e extra-escolares se ajustam ao dinamismo exigido pela nova conjuntura nacional e internacional, mantendo os jovens ligados ao mundo?

  7. Qual é o nosso motivo pessoal para trabalhar na melhoria e ampliação das perspectivas do aluno, a sua capacidade de recuperação, curiosidade, imaginação, criatividade e trabalho em equipa?

  8. Como aproveitar o talento pessoal de cada aluno, potenciando as suas capacidades?

  9. Por que é urgente tornar a educação relevante e significativa como uma forma de transformar vidas e não como meio de estupidificar-nos?

  10. Como enfrentar positivamente, cada dia, cada passo e cada inovação nas aulas, renovando, desafiando, estimulando…?

  11. Como nos podemos afastar da resposta certa para a capacidade de gerar questões profundas, questionando o status quo, aderindo a um sistema que estimule o desejo insaciável de aprender mais, sempre e cada vez mais?

  12. Como tornar-se poliglota na educação e ensino? Como manipular múltiplas práticas para desenvolver ao máximo o potencial e as inteligências múltiplas dos estudantes?

David Penberg salienta que não há respostas certas a nenhuma destas questões. Há, isso sim, convites para reexaminar tudo. Uma questão de cada vez.

NO COMMENTS

LEAVE A REPLY