A nova escola e o iPAD

Ainda a generalidade dos professores não tirou o sumo ao Magalhães e produtos congéneres e novos desafios se colocam agora à actividade docente. Não há dúvida que dentro de muito, muito pouco tempo, computadores como o Magalhães irão fazer parte daquelas recordações que nos provocam um leve sorriso. Pois…

O iPad (e de uma forma genérica os “tablets”), embora não tenha chegado oficialmente a Portugal, é a ferramenta que se segue. E por mais voltas que se dê… não há volta a dar. E porquê? Porque sem estar já está. Porque ocupa um novo espaço na tecnologia, ainda não completamente definido, mas que é susceptível de ser significativo ao longo do tempo. Um espaço situado algures entre os telemóveis e os computadores portáteis. Uma nova posição, em que a nova tecnologia faz não apenas o que os outros fazem mas vai para além disso, oferecendo muitas outras possibilidades.

O iPad tem tudo para personalizar a aprendizagem. O modelo de transferência de conhecimento que conhecemos até agora está a chegar ao fim. O iPad vem com as ferramentas necessárias para ajudar os professores a criar novas formas para combater esse problema.

Com o iPad adivinha-se o fim das redes. “Quando tempo não desperdiçamos a fazer o login? quantas vezes a rede vai abaixo?” O iPad pode suportar todas as aplicações que os estudantes precisam para trabalhar seja num dia, numa semana ou num mês.

O iPad vai reduzir a necessidade dos técnicos de informática nas escolas. Actualmente, os professores perdem imenso tempo em questões técnicas, o que retira dinâmica à sua actividade principal. O iPad precisa de pouca ou manutenção, a instalação de software é simples, rápida e fácil. Não há necessidade de qualquer suporte técnico. Uma questão fundamental, já que liberta o professor e o coloca dono e senhor da tecnologia.

Podemos então dizer adeus às salas escurecidas, cheias de máquinas, cabos, fios por todo o lado. A tecnologia vai deixar de estar sempre presente, sem ser omnipresente e agressiva.

O iPad é como uma folha em branco onde professores e alunos poderão desenvolver aplicativos específicos para ensino e aprendizagem.

Os educadoras poderão trabalhar com desenvolvedores para criar software novo e inovador que correspondam às necessidades do aluno e as expectativas em tecnologia.

Assumidamente nova ferramenta indispensável à Educação, o iPad, com todas as suas características, vai transformar por completo a forma como os jovens, e não só, aprendem. Vai revolucionar a forma como os professores educam e ensinam. Estejamos preparados.

Não perder o video.

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Neutralidade da Internet

Uma boa iniciativa, a seguir pelas democracias:

O Chile publicou uma lei que protege o princípio da neutralidade da Internet, tornando-se o primeiro país do mundo a fazê-lo.
De acordo com o site especializado em Internet e tecnologia Fayerwayer, citado pela edição online do diário espanhol El País, o deputado Gonzalo Arenas, precursor da iniciativa, mostrou-se muito contente com a publicação da norma em Diário Oficial, “porque é um grande progresso para salvaguardar os direitos dos utilizadores da Internet”.
A lei chilena define que os fornecedores de acesso à Internet não podem “arbitrariamente” bloquear, interferir, discriminar, impedir ou restringir “o direito de qualquer utilizador” a usar, enviar, receber ou oferecer qualquer conteúdo, aplicação ou serviço legal através da Internet.

Fonte: Diário de Notícias

Lembrar Paulo Freire

Lembrar Paulo Freire faz-nos sempre bem. Os mestres servem para isso mesmo. Para nos fazer lembrar que, apesar de toda a tecnologia, o mais importante é sempre o homem.

Paulo Freire O Pedagogo da Liberdade

Não se apanham moscas com vinagre

Um pouco por todo o mundo a avaliação da classe docente tem estado na ordem do dia. Umas vezes por razões objectivas, outras, como tem sido o caso português, pela necessidade de implementar princípios economicistas a uma área estratégica do país.

Entre o princípio comummente aceite de que a avaliação deve ter como primeira prioridade a melhoria do sistema educativo, a implementação de modelos altamente burocráticos e burocratizantes desvia o foco da avaliação da qualidade para o princípio burocrático que o Estado tem de controlar toda a máquina administrativa. Por isso, quando se pensa na construção de modelos de avaliação, se, à partida, os princípios aparecem claramente definidos e consensuais, o problema agrava-se quando se começa a esmiuçar, a desmontar todos os passos que é necessário dar para garantir uma avaliação justa, equilibrada, que garanta, em simultâneo  as necessidades de qualidade do sistema e o controlo da máquina administrativa por parte do Estado.

O problema é que os professores, tal como outras profissões anexas, formam um corpo altamente especializado, com formação superior e, por isso mesmo, à partida, plenamente capaz para cumprir aqueles que são os grandes princípios do sistema educativo superiormente enquadrados pela Lei de Bases. Isto é, de uma maneira geral, o grau de exigência que é feito para entrar no sistema do ensino garante, salvo raras excepções, que qualquer professor reúne as condições mínimas para exercer a profissão, garantindo, desta forma o cumprimento dos objectivos definidos para o seu desempenho.

Ora então, sendo assim, para que serve a avaliação?

Depende do que ser quer tirar dela, obviamente.

Centremo-nos então na questão essencial: melhorar a qualidade do ensino. Como é que isso se vê então?

Pelas práticas e pelos resultados. Mesmo sabendo, e tendo altamente em conta, que, na grande maioria dos casos, o professor não controla todas as variáveis que medem o grau de sucesso dos seus alunos.

É por isso que os aspectos administrativos, como faltas, assiduidade, reuniões, cumprimento de tarefas administrativas, etc, devem ser considerados praticamente irrelevantes neste processo. Essa é uma área que entra mais no campo da fiscalização e da inspecção educativas. Se um professor falta é penalizado no vencimento, nas férias, em última análise é alvo de processo disciplinar e expulso do sistema por não cumprimento.

A avaliação de desempenho docente não tem nada a ver com isto. E no entanto, infelizmente, andamos há anos às voltas com uma discussão interminável que insiste em colocar o foco do tema nas questões administrativas em vez de valorizar todas as componentes de desempenho efectivo: o professor na sala, com os alunos, com a escola, com a comunidade.

Premiar os bons e penalizar os incumpridores parece ser o lema que, se como princípio teórico, é aceitável, mais não visa, na prática, do que afunilar o acesso dos professores ao topo da carreira docente, garantindo assim que a massa enorme dos professores que se enquadram no padrão médio do desempenho sejam impedidos alguma vez de aceder, de forma directa ou administrativa, aos mais altos escalões da carreira docente. São contas apenas. É o enonomês mais uma vez a falar.

A estratégia seguida pelo Estado para conseguir esse desiderato tem sido um desastre, principalmente quando, a exemplo do que faz com a restante funcionalismo público, estabelece quotas de progressão nos escalões de topo. Numa atitude revanchista, contrariando uma lógica de negociação que vinha desde há mais de 30 anos, a inabilidade negocial do Governo, no seu todo, tem desviado as atenções da escola da sua verdadeira missão.

Na verdade, sem ser o ovo de Colombo, penalizar os maus professores é a tarefa mais fácil. Os pais os alunos, os colegas, etc, sabe quem são os bons e quem são os maus professores. Sabem também quem é que falta sistematicamente ao trabalho, com ou sem atestado médico. Além disso, não é por uma ou duas observações anuais de aulas que esse problema vai ficar resolvido.

Para penalizar os incumpridores, basta colocar a inspecção a trabalhar, eventualmente reforçá-la, e com poderes para actuar e não recuar perante essa praga nacional que é a «cunha».

A coisa toca mais fino quando é não só para premiar os melhores, o que também não é difícil, porque também é fácil saber quem são, todos sabemos quem são, mas para levar a grande massa dos professores a se tornarem melhores profissionais, a levarem mais valor acrescentado ao sistema, a sublimarem o seu desempenho. Numa palavra: Motivar.

A solução encontrada pelo estado pelo Estado é anacrónica. O caminho que encontrou foi estreitar a saída. Ainda mais quando trava, independentemente do mérito, a passagem por essa via à grande maioria dos docentes. Não tem lógica. É desmotivante, anacrónica, contraditória e, para o futuro do país, um desastre. O povo, na sua incomensurável sabedoria diria: «não se apanham moscas com vinagre.»

Coisas Simples na sala de aula

Para começar, e independentemente do grau de conhecimento informático de cada um, há coisas simples que qualquer professor pode utilizar para melhorar o seu desempenho. Ferramentas básicas. Se antes o lápis, o papel, a borracha, o giz e o quadro eram os cinco pilares das ferramentas essenciais de qualquer sala de aula, hoje, é evidente, que é preciso ir mais além.
Claro que não vale a pena estar a perder tempo com coisas básicas. Ou como diriam os “Gato Fedorentos”,  “básicas, mesmo básicas, daquelas mesmo, mesmo básicas”.
Trata-se mais de, pegar naquilo que cada professor já tem e potenciar essas ferramentas no sentido de melhorar a sua performance.
Escrever, escrever, escrever. É para isso que servem os processadores de texto. De uma forma ou de outra todos utilizamos um e, no entanto, poucos são os que o sabem aproveitar todas as suas potencialidades.
Comecemos pelo mais famoso, o Microsoft Word. Para quem sabe inglês, a coisa está mais facilitada. Experimente ir aqui. Ou então visite o site da Microsoft.
Em Português, há várias coisas também. Pode começar por aqui:
Além do mais, pode utilizar os “templates” (modelos) que a Microsoft disponibiliza sobre os mais variados temas: Ordens de Trabalho, Agendas, Apresentações, Bases de dados, Boletins, Calendários, Cartas, Cartões de saudação, Cartões de visita, Certificados, Contas, Convites, Currículos, Diagramas, etc, etc. É só descarregar e adaptar à realidade de cada um.
Para quem tem na Microsoft como seu inimigo de estimação, há as alternativas, quase todas boas, a principal das quais é o Open Office.
Entretenha-se com algumas das sugestões, melhore a apresentação dos seus testes, tire partido das tabelas, dos quadros e dos formulários.
Voltaremos brevemente com outras ferramentas.