standby

Este blogue entrou em fase de “standby“.

Há dois anos criei este blogue tendo como principal objetivo partilhar conteúdos TIC que considero relevante para utilização por parte dos professores na sala de aula, apesar de, formalmente, não estar a exercer a profissão.

A falta de tempo e algum desencanto quanto à reciprocidade na partilha levam-me a deixar o blogue em standby. Tanto mais mais que, por ser de matéria específica, este blogue exige um trabalho apurado de pesquisa, sistematização e organização de conteúdos. O que, para alguém que está afastado da profissão ativa, é mais complicado.

Esta decisão não implica uma desistência total. Poderei, eventualmente, colocar algumas matérias mas sem qualquer compromisso.

O blogue está no entanto, como sempre, aberto à participação. Eventuais interessados poderão entrar em contato comigo (professorwebtic@gmail.com) ou enviar-me matérias relevantes que terei todo o gosto em publicar.

Se houver alguém interessado também poderei, em última análise, vender o domínio.

Obrigado a todos os que me têm seguido.

Vemo-nos por aí

Gonçalo Mendes

Software livre e educação

O software livre fornece valores muito interessantes tanto do ponto de vista da educação, como de nível técnico, económico e ético-cívico. A sua importância baseia-se em quatro liberdades essenciais aos utilizadores:

  1. A liberdade para executar o programa, para qualquer propósito .
  2. A liberdade de estudar como o programa funciona, e adaptá-lo a suas necessidades. Acesso ao código-fonte é um pré-requisito para esta liberdade.
  3. A liberdade de redistribuir cópias de modo que você possa ajudar ao seu próximo.
  4. A liberdade de aperfeiçoar o programa, e libertar os seus aperfeiçoamentos, de modo a que toda a comunidade beneficie. Acesso ao código-fonte é um pré-requisito para esta liberdade.

Acesso ao código-fonte é um pré-requisito para isso, enquanto o software de proprietário o proíbe expressamente, assim como qualquer tentativa de engenharia que tente reescrever o código que se encontre compilado nas suas aplicações.
Isto tem várias implicações. Por um lado, o custo de acesso ao software é muito pequeno, de modo que para qualquer escola é uma economia grande com licenças de software e, por outro, permite fornecer cópias do software aos alunos e suas famílias, continuando a usá-lo nos seus computadores, sem violar nenhuma lei, o que tem saudáveis implicações de cariz económico.


O software livre encripta os seus arquivos usando formatos abertos, o que aumenta a compatibilidade entre aplicações diferentes, sejam livres ou de acesso reservado, e entre sistemas operativos, uma vez que permite que os programadores de todo o mundo posam utilizar estes formatos nos seus projetos.
Qualquer pessoa pode ver o código fonte das aplicações, o que se para o comum dos mortais não é crucial, para professores e estudantes de programação é fundamental, já que podem estudar e compreender como os aplicativos estão a ser utilizados por milhões de pessoas, modificando-os elaborando novas soluções, melhorando-os.
Um dos aspectos interessantes é que não é preciso ser um programador para ajudar a melhorar as aplicações. As comunidades de programadores que trabalham em projetos de código aberto estão abertos a sugestões de utilizadores. Existem grupos de apoio online que compartilham informações e ajudam a resolver o problemas encontrados pelos utilizadores.

A utilização de software livre incentiva o espírito de boa vontade e ajuda, sobrepondo o bem da comunidade ao benefício económico, ensina que partilhar software e ideias beneficia quem recebe mas também que dá. Além do mais, ao permitir o estudo do código das aplicações permite a sua utilização em computadores mais baratos e acessíveis a muito mais pessoas que, de outra maneira, seriam info-exluídas.

Sítio web da Free Software Foundation

O que os professores podem ou não pôr no Facebook

Por mais recorrente que o tema possa ser, a questão da privacidade no Facebook tem sido objecto de variadíssimos trabalhos, em sites, blogues, jornais, revistas e estudos. O bom senso (ou lá o que isso seja, dependendo do ponto de vista) leva-nos, naturalmente, a ter alguns cuidados na definição do que podemos ou não colocar à vista de todos, para todo o mundo. Quando nos colocamos no papel de professor, no entanto, a questão é, ou deve ser, ainda mais refletida e os cuidados a ter mais redobrados. O blogue EduDemic, uma referência nos blogues educacionais que povoam o web, tem vários artigos sobre este tema. Um dos pontos que achamos interessantes é uma síntese acerca do que pode um professor pôr ou não pôr no Facebook.
Com algumas adaptações aqui vão…

As 8 coisas que um professor nunca deve pôr no Facebook

  1. Não partilhe informação pessoal que não costuma mostrar na turma.
    (Por exemplo: fotos em que esteja a beber álcool, em fato de banho na piscina, fotos sensuais, ou de outra natureza mais adulta).
  2. Não discuta nada que não seja relacionado com educação.
    (Pode até parecer exagerado, mas não se esqueça.)
  3. Não deixe nunca o seu perfil aberto, sem restrições de privacidade.
    (Se o fizer, o seu perfil – dados, fotos, etc… – ficam públicos e podem ser encontrados na web através de uma qualquer pesquisa.)
  4. Não diga mal de ninguém.
    (São altas as probabilidade de essa pessoa vir a tomar conhecimento do que disse.)
  5. Não utilize uma foto de perfil não profissional.
    (A recomendação vai para ter um perfil profissional separado, se achar que consegue ligar com várias contas em simultâneo.)
  6. Não jogue Farmeville.
    (Quem diz o Farmeville diz outros jogos. Evite este tipo de aplicativos o mais possível.)
  7. Não converse com os alunos online fora das horas de trabalho.
    (Eles podem escrever-lhe, mas é melhor só falar com eles durante horas predefinidas, para manter alguma privacidade.)
  8. Não comente artigos ou posts dos alunos não relacionados com a escola ou com a matéria de estudo.
    (Reserve os seus comentários para o que é prioritário na sua relação profissional com eles. Não seja uma mosca zumbindo-lhes os ouvidos.)
Ok, ok, basta de tanto NÃO.

Então, o que é que um professor pode pôr no Facebook?

  1. Partilhar apresentações e apontamentos com os alunos.
    (ligações para o slideshare, etc. podem funcionar com o um arquivo de lições, que podem ser aproveitadas por outros estudantes.)
  2. Responder às questões dos seus alunos.
    (Não precisa de estar online permanentemente. Procure ir com regularidade ao perfil para verificar se tem alguma questão para responder.)
  3. Humanizar relação com os alunos. Falar com eles “olhos nos olhos”.
    (Não permita que eles se sintam envergonhados quando falam consigo.)
  4. Partilhar fotografias e coisas que os seus alunos tenham feito.
    (Uma pequena promoção do seu trabalho árduo nunca fez mal a ninguém.)
  5. Para encontrar outros professores, trocar ideias, boas práticas, circule.
    (Participe noutros grupos de interesse.)
  6. Partilhar o máximo de conteúdos educacionais que puder.
    (É recomendável ter uma conta separada de “professor” de forma a melhor poder defender a sua privacidade.)
  7. Junte-se a grupos educacionais e participe activamente.
    (Não apenas no Facebook, mas também no Linkedin e outras redes mais profissionais.)
  8. Usar o Facebook como uma ferramenta de ensino e não como uma forma para evitar o ensino presencial.
    (Não se torne “face-dependente“, nem se afaste dos seus alunos.)

Fontes:
EduDemic
Centro de Segurança do Facebook

15 coisas que serão obsoletas na Educação até 2020

Os próximos 10 anos serão de mudanças profundas na Educação, a todos os níveis. Nada que tenha a ver com a crise que vivemos, mas com a revolução digital que se acelera todos os dias.
Há cerca de um ano, a escritora Shelley Blake-Plock publicou um artigo no seu blogue Teacher 2.0, intitulado, “21 Things That Will Become Obsolete in Education by 2020”. Mais adaptado à realidade portuguesa, selecionei e adaptei 15 tópicos que vão no mesmo sentido. Talvez ajude a ultrapassar a depressão portuguesa de 2012 e 2013. Sem cinismo.

1. Mesas
O século 21 não se encaixa nada em mesas alinhadas. A educação vai reforçar os conceitos baseados em redes de fluxos, colaboração e dinamismo que vão reorganizar o espaço das aprendizagens, tornando obsoletas as filas de mesas e cadeiras características das nossas salas de aula fabris.

2. Laboratórios de Línguas
A aprendizagem de um língua estrangeira vai estar (já está, para quem quiser) à distância de um smartphone. Mais espaço disponível nas escolas.

3. Computadores
As salas de computadores, muitas vezes encostados às paredes, serão como que peças de museu. Os portáteis, tablets, smartphones e outros dispositivos vão limpar os velhos ecrãs, as torres e os emaranhados de fios. Mais espaço.

4. Trabalhos de casa
A educação será pensada e trabalhada 24 horas por dia, 7 dias por semana. Os limites tradicionais entre a escola e a casa tenderão a desaparecer. Como disse alguém, não precisamos de crianças para irem à escola; precisamos delas para aprenderem mais. A aprendizagem será contínua e em movimento. (ver o ponto 3).

5. Instrução massificada
Nos próximos 10 anos o professor que não souber utilizar a tecnologia para personalizar e diferenciar a aprendizagem dos seus alunos será “carta fora do baralho”. A diferenciação será tão natural como respirar. O professor de massas acabou.

6. Medo da Wikipedia
Wikipedia é a maior força democratizante no mundo actual. Se os professores têm receio em deixar os alunos utilizá-la, está na hora de olhá-la de frente sabendo que com este ou outro nome a Wikipedia vai continuar a crescer exponencialmente. Talvez esteja na hora de cada um também dar o seu contributo.

7. Manuais em papel
Os livros são agradáveis, mas, daqui a dez anos, toda ou quase toda a leitura será feita através de meios digitais.

8. Cadernos, lápis, canetas… papel
Provavelmente não vão acabar, mas com toda a certeza vão diminuir e muito na quantidade. As crianças aprenderão a escrever e a desenhar em dispositivos digitais e a grande maioria dos trabalhos, testes e exames poderão ser feitos da mesma maneira. A floresta agradece. Quem não perceber e se adaptar… desaparece.

9. Pastas
Já hoje, em muitas das nossas escolas, que necessidade têm as crianças e os jovens de andarem com bolsas pesadas às costas com custos associados à sua saúde? Com livros e cadernos digitais… as pastas escolares serão cada vez menos pesadas até desaparecerem. As colunas vertebrais agradecem.

10. Departamentos TIC
Um fim à vista. As TIC não serão uma especialidade. As TIC serão a realidade, as ferramentas essenciais de todos os professores e educadores. Todos os agentes da educação e formação terão competências TIC elevadas. Com a afirmação do “Cloud Computing”, a qualidade e aumento da cobertura sem fios e o acesso via satélite, coisas agora “tão importantes” como software, segurança e conectividade serão coisas do passado.

11. Instituições centralizadas
Os edifícios escolares vão transformar-se em centros de aprendizagem e não em locais onde toda a aprendizagem acontece. Os edifícios serão menores, os horários dos professores e alunos irão mudar para permitir que menos pessoas estejam na escola de uma só vez, abrindo caminho a um ensino mais experimental, vivencial, fora do ambiente escolar.

12. Níveis de ensino
A educação vai tornar-se mais individualizada, abandonado significativamente a estrutura dos níveis de ensino tal como os conhecemos hoje. Os alunos serão associados por interesses, seguindo cada um uma aprendizagem especializada. (ver ponto 5)

13. Escolas e professores “atecnológicos”
Escolas e professores que não utilizem as tecnologias estarão condenados ao fracasso. As primeiras a fechar. Os segundos a mudar de profissão.

14. Normas Curriculares
As normas curriculares actuais integram enormes bloqueios à diferenciação da aprendizagem, imagem de marca da educação do futuro. A raiz da mudança curricular será as escolas do ensino básico como fornecedoras de conteúdos fundamentais e as dos níveis superiores com a oferta de aprendizagens especializadas.

15. Reuniões de pais e professores à noite
As ferramentas já hoje disponíveis para comunicação virtual tornarão as reuniões “físicas” uma raridade. De uma forma ou de outra, os pais vão obrigar a escola a utilizar a tecnologia para comunicar. Não vá. Ligue-se.



18 ideias para prevenir e combater o Cyberbullying

É vasta a literatura presente na net sobre as o fenómeno do Cyberbullying. No post anterior falamos sobre as suas ameaças e que meios utiliza na internet. Hoje, propomos um conjunto de ideias que, em separado ou em conjunto, nos podem ajudar, pais e filhos, professores e alunos, a desfrutar dos prazeres da net sem sermos ameaçados por mentes tortuosas.

1 – Conheça as armas de combate ao bullying. Navegue pela Internet e informe-se acerca de todos os meios de combate à disposição do cibernauta.
2 – Fale com os filhos ou educandos. A comunicação entre o jovem e as pessoas envolvidas na sua educação ajuda a evitar o isolamento e o segredo quando um problema destes se instala.
3 – Mantenha os computadores em locais comuns da sua habitação. Este cuidado refere-se aos computadores com acesso à Internet.
4 – Seja seletivo no tipo de informação pessoal que partilha A informação pessoal inclui nomes, amigos, família, endereço, número de telefone, escola, local de trabalho, assim como fotos, números de identidade, códigos de acesso, etc. Ensine ao seu educando os perigos de fornecer dados pessoais a terceiros, tais como o roubo de identidade.
5 – Não acredite em tudo o que lê. Lá porque alguém diz que tem 15 anos, isso não é verdade absoluta. Há idosos que querem passar por novos, mulheres que se fazem passar por homens e homens por mulheres.
6 – Ensine os seus educandos a serem correctos na Internet. Insista na boa educação, seja online ou no dia-a-dia. Um dos efeitos do cyberbullying pode levar a vítima a retaliar e tornar-se, ela mesma, numa praticante de cyberbullying.
7 – Não envie mensagens quando está irritado com alguém. Acalme-se primeiro, pense que deve escrever. Mensagem enviada é como pedra fora da mão. Não tem retorno.
8 – Seja cuidadoso nas mensagens de estranhos. Ensine os seus filhos a nunca abrirem sozinhos mensagens de desconhecidos.
9 – Siga os seus instintos. Se desconfia de algo, prepare as suas defesas.
10 – Não esteja sempre online. Faça um intervalo. Ensine os seus filhos a desligar a net de vez em quando. Vá apanhar ar livre com eles.
11 – Mude de conta de correio electrónico ou outras. Se acha que está a ser vítima mude de correio eletrónico e dê conta da mudança apenas aos seus amigos.
12 – Instale software de prevenção de cyberbullying. Se pesquisar na Internet, encontrará alguns programas que poderá instalar no seu computador para ajudar a prevenir este tipo de situação e/ou ajudar a identificar a origem do ataque.”

Se você ou os seus educandos estão a ser vítimas de Cyberbullying…

13 – Lembre-se que não está só. Fale com alguém. É sempre complicado resolver estes problemas sozinho.
14 – Não responda às mensagens que o ameaçam. Responder é ir de encontro aos desejos de quem o quer chatear. Não lhe dê esse prazer.
15 – Apresente queixa na polícia.
16 – Guarde as mensagens de cyberbullying. Embora não sejam agradáveis, estas podem servir de prova caso o assunto assuma proporções tais que seja necessária a intervenção de entidades especializadas.

Que tipo de informação devo guardar para eventual queixa e processo?

17 — Do Correio eletrónico, guarde o endereço do email; data e hora de receção e cópia dos emails com toda a informação original, incluindo os cabeçalhos completos.
18 – Guarde toda a informação que seja relevante publicada em grupos ou redes sociais que o atinjam: URL (endereço web) do grupo onde são publicadas as ofensas; nickname e email de quem o ofende e data em que começou o ataque.

Fontes
http://www.internetsegura.pt/
http://www.cyberbullying.org

Ser professor TIC

Ser professor de Tecnologias de Informação e Comunicação está a tornar-se uma tarefa deveras complicada. Não tem apenas de (utilizando a terminologia tradicional) ensinar com os alunos, como de mantê-los nas suas tarefas, quando as solicitações, nomeadamente da Internet, os cativam cada vez mais. Como se isso não bastasse, um Professor TIC tem de andar sempre um passo mais à frente. Na tecnologia, dos media sociais, nos planos de aula, ao mesmo tempo que tem de garantir que os computadores da escola continuam a funcionar.
Sugerimos então uma breve reflexão que pode ajudar a manter o foco e a melhorar o seu desempenho docente.

Adequação dos programas

Quais são as suas metas e objetivos para aulas de educação tecnológica e como se correlacionam eles com os padrões nacionais?
Ao responder a esta pergunta o professor pode esclarecer se o seu trabalho está ajustado aos padrões nacionais e se isso vai de encontro às necessidades e características da sua escola e dos seus alunos.

Design e Comunicação

Que projetos de websites e vídeo desenvolveu sozinho ou com os alunos? Como é que os enquadrou com com outros padrões académicos?
Um Professor TIC devidamente qualificado deve ser capaz de mostrar e exemplificar o seu trabalho, explicando-o com clareza.

Implementação do Programa

Como é que cativa os alunos para as tarefas escolares e controla o seu comportamento enquanto eles usam a tecnologia?
Ao prestar atenção à resposta a esta pergunta, vai obter uma melhor compreensão das habilidades necessárias à gestão de sala de aula.

Outras Tecnologias

Descreva outras possíveis formas de utilização da tecnologia na sala de aula pelos alunos.
O professor pode usar esta questão para demonstrar o seu domínio da tecnologia, desde a sua criação até à sua implementação e utilização.

Internet

Que sítios na internet acha mais adequados para o ensino? Que sítios recomendaria a outros professores para utilização na sala de aula?
Ao responder a esta questão, o professor está a mostrar a sua familiaridade com a educação na internet.

Desenvolvimento profissional

Você é membro de algum grupo ou sociedade de professores vocacionado para as tecnologias de informação? Como se mantém informado sobre os últimos desenvolvimentos em tecnologia educacional?
Ao responder a esta pergunta, o Professor TIC está a mostrar que leva a sério o seu desenvolvimento profissional e que está atendo aos desenvolvimentos e tendências da educação.

Referências:
Educational Testing Service: Technology Education Test
International Society for Technology in Education

Mais 20 coisas que nunca devemos postar no Facebook

Num post anterior, enumeramos 5 coisas que nunca deveríamos postar no Facebook. A saber:

1. Datas de nascimento
2. Relacionamentos
3. A sua localização atual
4. Se está sozinho em casa
5. Fotos dos filhos com nomes




Juntamos agora outros 15 pontos também essenciais:

6. Torne o seu perfil privado

Desta forma garante que só os seus amigos poderão ver as suas conversas e as suas imagens. A privacidade é um bem. Não a deite na rede.

7. Seja amigo só dos seus amigos

Podemos subdividir este item em 4 pontos:

Adicionar velhos amigos e depois esquecê-los

Todos sabemos que há pessoas que coleccionam amigos nas redes sociais. Há um conhecido que não vemos há anos. Ele adiciona-nos, nós aceitamos e, depois, ignoramo-lo. Ou então somos nós a tomar a iniciativa e, depois, é como se não existisse. Porque o aceitamos?Só para coleccionar?

Adicionar desconhecidos

Aqui entram os “coleccionadores”. É a mesma coisa que adicionar velhos conhecidos e não falar com eles. Se não conhece porque adiciona? Ou não sabe que sempre que adiciona alguém ao seu círculo de amigos esse alguém passa a ter conhecimento de tudo o que você faz na rede social?

Adicionar conhecidos de circunstância

Algumas pessoas não entendem que a troca de endereços de email no final de uma festa ou de um evento social é apenas um ritual e que tal não significa um convite para adicionar aos amigos no Facebook.

Aceitar convites de amigos de pessoas que não conhece

Costuma convidar para entrar em casa toda a gente que lhe bate à porta? No Face é igual. Seja criterioso.

8. Não partilhe tudo

Há uma falsa sensação de segurança e anonimato quando se diz algo a alguém sem ser cara a cara. Mas a realidade é que ao colocar alguma coisa no mural do Facebook estamos a compartilhar com todos. Se por acaso partilha algo que não diria a todas as pessoas que constam da sua lista, o mais provável é estar a dizer algo que não devia, a quem não devia.

9. Não discuta com os seus amigos mais chegados

Não revele as suas discussões coma família ou namorados. Coisas privadas devem permanecer privadas, mesmo na era do Facebook.

10. Partilhe apenas o que tem de melhor.

Escrever asneiras pode parecer engraçado em determinado momento. Mas não se esqueça. O seu futuro empregador pode querer ver o seu perfil no Facebook antes de o contratar. O que escreveu pode provocar o seu despedimento antes de ser contratado. Não é nada agradável ser um ex-futuro empregado.
Por isso, partilhe só que tem de melhor. O seu perfil é uma espécie de currículum vitæ e de portefólio. Não esqueça.

11. Não partilhe fotos comprometedoras

Partilhar fotos de uma bebedeira não é certamente a melhor forma de valorizar o seu perfil. Volte a ler o item anterior.

12. Não seja spammer

Não convide os amigos para juntar-se a todas as aplicações em que você entrar. E se joga jogos online, defina as configurações da sua conta para que os seus amigos não recebam as actualizações dos seus jogos. Além disso, pode parecer que você não faz outra coisa que não seja jogar ao Farmville.

13. Não diga o que está a fazer em cada momento

Avisou o seu chefe que nesse dia não vai trabalhar por estar, supostamente” doente. E, então, atualiza o perfil Facebook minuto a minuto, durante todo o dia, documentando um dia de gelados, cerveja, praia, jogos de vídeo e pular na cama. O mais provável é essa actualização chegar ao seu chefe. Será meio caminho para ser despedido. Com justa causa.

14. Escrever no mural em vez de comunicar em privado

A força motriz por trás do sucesso do Facebook é a … vaidade. As pessoas adoram a ideia de que os outros estão a observar o que eles estão a fazer. Se quer convidar alguém, faça-o privadamente. Nem toda a gente tem de conhecer a lista de convidados da sua festa.

15. Faça de conta que está a ser visto na Televisão

Acima de tudo, antes de postar qualquer coisa no Facebook, pare e pergunte a si mesmo: eu iria anunciar isto na televisão? Eu faria isso na televisão? Se a resposta for não, então não o coloque. O Facebook é público e não podemos ter de volta o que postamos.

16. Queixar-se

A coisa mais irritante que as pessoas fazem no Facebook é pulverizar o seu mural com queixumes, e auto-comiseração. Se tem algo a dizer a alguém, faça-o frontalmente, não no seu mural, porque ninguém está interessado nisso e só vão chamá-lo de idiota.

16. O seu endereço

A sua casa é o seu refúgio. Dê primazia à sua privacidade.

17. O plano de férias

Divulgar quando e para onde se vai nas férias, sejam elas longas ou curtas, é meio caminho andado para potenciais perigos. Segurança na casa, companhias indesejadas, falatórios inconvenientes. Os relatos de viagens fazem-se no fim e, mesmo assim, com parcimónia.

18. O número de telefone

Já bastam as páginas amarelas, brancas, azuis etc. e tal, e as operadoras que divulgam os nossos números privados.

19. Fotos de familiares e amigos sem autorização

Podemos achar graça às fotos da nossa juventude, na escola ou em família. Se não estamos sozinhos, manda a boa educação que perguntemos primeiro às outras pessoas que estão nas imagens se autorizam. A foto até pode ser nossa, mas o retrato é pessoal, privado e devia ser inviolável. Respeite, se quer ser respeitado.

20. Não seja face-dependente

 O telefone e os correios continuam válidos no mundo global. Se gosta de zelar pela sua privacidade não deixe de os utilizar.

Seremos mesmo um país de burros?

Seremos mesmo um país de burros? Para o Wall Street Journal, somos isso mesmo. Um extenso trabalho, ilustrado com vários gráficos e acompanhado de entrevistas faz um retrato cruel do nosso atraso educativo e cultural, que se reflete na nossa incapacidade em dar os saltos qualitativos urgentes e necessários, em especial em épocas de crise como a que estamos a viver.

Apesar do assunto “fugir ligeiramente” ao tema principal do blogue, achei por bem inseri-lo porque, mesmo que achemos alguns exageros na análise que nos é feita, ela obriga-nos a refletir, a olhar para nós próprios de uma forma mais objetiva.

No centro do furacão estão os professores. E, nessa medida, a responsabilidade docente é de um valor acrescido. Na introspeção obrigatória, e nas respostas que temos que dar. Sabemos que não podemos resolver o problema sozinhos, longe disso, mas lá que temos que dar respostas claras, lá isso temos.

Vergonha colectiva

A análise o prestigiado jornal é um retrato da nossa vergonha coletiva. O país, já se sabe, é um “concerto” de asneirada. Será que alguma vez teremos conserto? (Na verdade a diferença entre um “concerto” e um “conserto” não é tão grande como pode parecer. Se o primeiro exige união, o segundo exige vontade. O primeiro não existe sem o segundo e o segundo sem o primeiro.)

O trabalho, por mais que nos doa, é de leitura obrigatória. Nestes tempos de incerteza, um murro no estômago talvez seja a melhor maneira de nos endireitarmos.

A Nation of Dropouts Shakes Europe

Seremos mesmo um país de burros?

Página no Facebook

Este blogue tem registado nas últimas semanas um crescimento acentuado, o que me deixa naturalmente satisfeito, prova de que a carolice com que iniciei este projecto é cada vez mais acompanhada por muitos professores.
Como em tudo na vida, o aumento de leitores deverá corresponder, não apenas a um maior nível de exigência mas principalmente um maior grau de interactividade e partilha. É dentro deste espírito que no Facebook criei o grupo “Professor:TIC“, para o qual são convidados todos os leitores e interessados, assim como a página “Professor:TIC“.

Para esta página, os leitores e visitantes são convidados a assinalar o famoso símbolo do Facebook “Gosto”, aumentando assim a visibilidade do blogue e das suas actividades.

Do mesmo modo, gostaria de contar com a participação activa dos professores, em especial dos que estão ligados às TIC. As páginas do blogue estão abertas a todos aqueles que quiserem publicar tutoriais, recomendar sites, software, eventos, ou mesmo manifestar opinião sobre as matérias relacionadas com o site.

Fico à espera.

5 coisas que nunca devemos postar no Facebook

O Facebook está para as redes sociais como o Google para as pesquisas na Internet. Quando se utiliza a internet, de uma forma ou de outra, acabamos por divulgar dados pessoais, por vezes íntimos, e pensamos que, tendo a certeza de que as nossas configurações de privacidades estão corretamente definidas, a nossa privacidade está garantida.
O problema é que nunca sabemos quem está realmente a olhar para a nossa informação. Mil e um motivos podem fazer com que algum dos nossos amigos, por falta de cuidados de segurança, porque se esqueceu de sair do sistema, porque descarregou alguma aplicação “manhosa”, etc, tenha deixado uma porta aberta de acesso à nossa informação mais pessoal.
Por isso, por razões de segurança, sua e da sua família, há algumas informações que nunca deve colocar no Facebook.
Aqui estão 5 tipos de informação sobre a qual é preciso refletir antes de a disponibilizar online, em especial nas redes sociais:

1. Datas de nascimento

Todos nós gostamos de ser prendados, lembrados e saudados com um “Parabéns” ou um “Feliz Aniversário” pelos nossos amigos no muro do Facebook. Isso faz-nos sentir bem, sabendo que as pessoas se lembraram e importaram o suficiente para nos escreverem uma breve nota sobre o nosso dia especial. O problema é que, quando fornece essa data, está também a fornecer aos ladrões de identidade um dos 3 ou 4 pedaços de informação pessoal que é necessário para roubar a sua identidade. O melhor é não revelar nada, mas, se faz questão, deixe de fora o ano. Os seus verdadeiros amigos devem saber esta informação de qualquer maneira.

2. Relacionamentos

Se você está em um relacionamento ou não, pode ser melhor não torná-lo público.
Algum dos seus amigos podem adorar que você esteja novamente sozinho (a), que se tornou único (a). Que voltou a ser “single”.
Claro que isso pode dar a indicação que uma pessoa “voltou ao mercado” da conquista, despertando interesses adormecidos. Mas também pode indicar que uma pessoa está sozinha em casa
O melhor mesmo é deixar este campo em branco no seu perfil.

3. A sua localização atual

Há uma grande quantidade de pessoas que fazem questão de revelar onde estão em cada momento, 24 horas por dias, sete dias por semana.
O problema é que acaba de dizer a todos que está de férias (e não em sua casa). Se também adicionar quanto tempo vai estar em férias, os ladrões sabem quanto tempo têm para lhe assaltar a casa.
Por isso, a localização tem limites. Mais vale revelar o seu destino de férias à posteriori.

4. Estar sozinho em Casa

É extremamente importante que os pais se certifiquem de os que seus filhos nunca revelem o fato de que estão sozinhas em casa no seu perfil. Da mesma forma que não seria de bom senso anunciar num jornal que iria ficar sozinho (a) em casa, também não é razoável que o faça no Facebook.
Podemos pensar que só os nossos amigos têm acesso ao nosso estado, mas nós realmente não temos ideia de quem está a ler.
A melhor regra é não colocar nada no perfil ou estado que não gostaríamos que um estranho soubesse. Podemos ter as configurações de privacidade mais severas possíveis, mas se a conta do seu amigo não estiver, a sua também não estará.

5. Fotos dos filhos com nomes

Nós amamos os nossos filhos e faríamos qualquer coisa para mantê-los seguros. No entanto, hoje, mal acabam de nascer, as crianças são expostas na net com todos os pormenores, desde o nome à hora e data do nascimento. As suas fotografias viajam no mundo virtual, quando eles ainda estão no quarto da maternidade. Ora, como todos sabemos, este tipo de informação pode ser utilizada pelos predadores, de várias formas e feitios. Desde o nascimento até à adolescência, pelo menos.
Eles poderiam usar o nome do seu filho e os nomes de seus parentes e amigos para construir um clima desconfiança e convencê-los que eles não são realmente um estranho. Os predadores são especialistas em juntar “peças” e construir perfis completos a partir de dados dispersos.
Se mesmo assim entende que deve escrever o nome dos seus filhos, deve evitar escrever o nome completo, assim como outras informações pessoais como a data de nascimento, escola que frequenta, atividades que pratica e onde… etc.
Seria hipócrita se dissesse que eu próprio sigo à risca estas recomendações, (até porque, no caso dos filhos, eles já são grandinhos). Ainda mais porque, se é fácil colocar algo na rede, é muito difícil, se não impossível, eliminar por completo todos os dados que, com regularidade, vamos distribuindo na rede. Seja no Facebook, seja assinando newsletters, seja subscrevendo serviços.. etc.
É uma tarefa difícil mas, que a pouco e pouco, devemos dar a atenção devida para não sermos apanhados desprevenidos.
Por fim, pense duas vezes antes de marcar as fotos dos filhos de amigos e parentes. Eles podem não querer que você assinale os filhos pelos motivos acima mencionados. Pergunte primeiro. Ou então, para evitar quaisquer constrangimentos, envie aos seus amigos e familiares um link com as fotos onde eles estão, cabendo-lhes então a decisão de marcar, ou não, as fotos.
Mais vale prevenir do que remediar.

De qualquer maneira, vale aqui citar o ditado popular: “Faz como frei Tomás. Faz o que ele diz. Não faças o que ele faz.