Viagem virtual pelas maravilhas do mundo

O Google apresentou em Maio passado, em Madrid, o projeto “World Wonders“, um percurso virtual com 132 lugares emblemáticos do mundo, a grande maioria deles na Europa. Esta iniciativa segue-se a outra, de que já aqui falamos, o Google Art Project.
A plataforma digital permite visitas virutas a lugares históricos tais como as ruínas de Pompeia (Itália), os templos de Kioto no Japão, o monumento megalítico na Grã-Bretanha Stonehenge, assim como a região da Amazónia ou a cidade de La Laguna, na ilha de Tenerife, Canárias.

A plataforma inclui vídeos e milhares de imagens, para já apenas em 18 países. Para facilitar a visualização das ruínas arqueológicas e dos espaços naturais de diferentes continentes, as fotos também giram em 360 graus, tendo para tal utilizado a tecnologia Street View.

Depois de lançamento, o desafio desta plataforma é ampliar o número de imagens e incorporar muitos mais países.

As imagens apoiam-se em textos históricos, fornecidos pela Unesco e apresentados em seis idiomas (espanhol, inglês, francês, italiano, japonês e hebraico). Em algumas locais, o projeto inclui modelos em 3D, como é o caso do Palácio de Versalhes, França.

A Europa está muito bem representada com imagens do porto de Bordeaux, da parte antiga de Lyon, as margens do Rio Sena, o delta do Rio Pó, o centro histórico de Nápoles, a cidade de Siena, o Templo de Hércules e a parte antiga de Berna, entre outras.
Espanha é um dos países mais representados com passeios virtuais pela parte antiga de Toledo, Salamanca, Ávila e suas igrejas extra-muros, a catedral de Santiago de Compostela e a cidade amuralhada de Cuenca, entre outros lugares

Um dos grandes objetivos desta iniciativa é “democratizar a cultura”, levando-a para todos os cantos do mundo e colaborar com a educação.

Além da Unesco, o projeto também contou com apoio do World Monuments Fund e da Getty Images, ambos com objetivo de ajudar a preservar os lugares Património da Humanidade e de relevância cultural.

O site inclui uma parte dedicada à educação, com guias para professores do ensino básico e secundário que podem ser descarregados. Além disso, inclui planos de aula sobre alguns dos locais e acontecimentos históricos, como a segunda Guerra Munidal e o início da era atómica, a vida no tempo dos romanos, a Revolução Industrial, o palácio de Versalhes e Florença.

LIM- Um editor de livros multimedia

LIM (Livros Interativos Multimedia) é um ambiente para a criação de materiais educativos, formado por um editor de atividades (EdiLim), um display (LIM) e um arquivo XML (livro) que define as propriedades do livro e as páginas que o compõem.

Não necessita de nenhum software. Funciona online e é gratuito. Apesar de já ter alguns anos, oferece algumas ferramentas interessantes, sendo de destacar a sua fácil utilização.

Vantagens:

  • Não é necessário instalar nada no seu computador.
  • Acesso imediato a partir da Internet.
  • Independente do sistema operacional, hardware e navegador web.
  • Tecnologia Macromedia Flash, com fiabilidade comprovada e segurança.
  • Ambiente aberto, baseado no formato XML.

Do ponto de vista educacional:

  • Ambiente agradável;
  • Facilidade de uso para os alunos e professores;
  • Atividades atraentes;
  • Capacidade de controlar o progresso;
  • Avaliação dos exercícios;
  • Fácil de manusear.
  • Habilidade para usar computadores, PDAs e quadros interactivos.
  • Criação fácil de atividades.

Página do LIM

Manual em Português

Piktochart: infografias online

Uma imagem vale mais do que mil palavras, todos os sabemos. Daí a importância das representações visuais e da sua crescente importância. No entanto, nem sempre é fácil traduzir em imagem aquilo que queremos dizer ou transmitir.
Já aqui sugerimos, há algum tempo, um sítio onde é possível conceber infografias de uma forma fácil, através do Easelly. Por que o tema continua a ser relevante, sugerimos hoje um novo site.
Piktochart é uma ferramenta muito interessante para que o educando, especialmente nos primeiros anos de escolaridade, se inicie na apresentação visual de dados e desenho de infografias muito simples.

A infografia na imagem foi realizada com a ferramenta proposta.

O que é uma infografia?

Infografia ou infográficos são representações visuais de informação. Esses gráficos são usados onde a informação precisa ser explicada de forma mais dinâmica, como em mapas, jornalismo e manuais técnicos, educativos ou científicos. É um recurso muitas vezes complexo, podendo se utilizar da combinação de fotografia, desenho e texto.

No design de jornais, por exemplo, o infográfico costuma ser usado para descrever como aconteceu determinado facto, quais suas consequências. Além de explicar, por meio de ilustrações, diagramas e textos, factos que o texto ou a foto não conseguem detalhar com a mesma eficiência.

Também são úteis para cientistas como ferramentas de comunicação visual, sendo aplicados em todos os aspetos da visualização científica.
(Fonte: Wikipedia)

Conferência Online de Informática Educacional 2012

A II Conferência Online de Informática Educacional (COIED 2012) vai ter lugar no próximo mês de Outubro, subordinada ao tema Contextos de Aprendizagem em ambiente digital.
O evento está aberto à participação de todos os interessados. A inscrição pode ser realizada a partir do seguinte endereço: Registo, e decorre até dia 15 de Setembro.
Até ao final deste mês decorre o período de apresentação de propostas de artigos/apresentações e de descrições de boas práticas. Após a análise dos trabalhos submetidos, os autores serão notificados da decisão do júri, até 21 de Julho.
Todos os trabalhos aceites serão disponibilizados online e incluídos no livro de atas da COIED 2012. No entanto, apenas os 8 melhores artigos e as 8 melhores descrições de boas práticas serão apresentados, pelos respetivos autores, nas sessões da COIED planeadas.
Entre 1 de Agosto e 15 de Setembro, decorre o período de entrega das versões finais, utilizando os modelos disponibilizados pela organização.
Recorde-se que na edição de 2011 algumas centenas de participantes de vários países do mundo, em especial de Portugal Brasil e PALOP.

A conferência desenvolver-se-á durante dez dias (9 a 19 de Outubro), com duas sessões diárias (segunda a sexta).
A primeira sessão, das 19h00m às 20h00m (hora GMT), consta da apresentação de artigos e de boas práticas, que serão feitas alternadamente [num dia apresentação de artigos (resultados de investigações na área das tecnologias educativas), no dia seguinte apresentação de boas práticas (aplicações práticas de utilização das tecnologias em contexto educativo)]. Durante 3 dias, serão realizadas sessões com oradores convidados no ambiente virtual Second Life.
A segunda sessão, das 21h30m às 22h30m (hora GMT), será preenchida por uma conferência (30-35 min), a realizar por especialista convidado pela organização, seguida por um período de debate.
Ao contrário do ano passado, em que a participação era gratuita, este ano, para os inscritos até 30 de Junho tem um custo de 30 euros e depois dessa data de 35 euros.
A Conferência Online de Informática Educacional é uma iniciativa realizada no âmbito de dois projectos de investigação do Mestrado em Ciências da Educação – especialização em Informática Educacional, da Universidade Católica Portuguesa, sob a coordenação do Professor José Reis Lagarto.
Entre os seus principais objectivos conta-se proporcionar um espaço de debate sobre as questões das TIC e do ensino, num ambiente virtual.

Google Art Project: democratizar o acesso à arte

Google Art Project é um dos projetos mais impressionantes da Google: uma galeria virtual que permite conhecer mais de 30 mil obras de arte de 151 museus situados em 40 países diferentes. Por mais que não fosse, estes números dão-nos desde logo uma ideia da grandeza do projeto e das possibilidades didáticas que oferece.
A última versão do projeto, lançada há pouco mais de um mês, já tem algumas páginas em português ao mesmo tempo que permite uma visita ao Museu da Coleção Berardo.
Uma das caraterísticas mais interessantes do projeto é a possibilidade de os utilizadores registados criarem as suas próprias galerias e depois partilhá-las através das redes sociais, como o Google +, Facebook ou Twitter.
Quando acedemos à página Google Arte Project é-nos fornecida uma image aleatoriamente com informação sobre a mesma, sua localização e uma ligação às restantes obras da coleção assim como o acesso a uma visita virtual ao museu onde se encontra.

Desta página inicial também se acede a todo o conteúdo através das diferentes ligações:

  • Museus com Museum View ou visitas virtuais. Apenas 51 museus o permitem.
  • Coleções ou museus. Podem pesquisar-se por localização geográfica.
  • Artistas, ordenados alfabeticamente.
  • Obras de arte. Neste caso, os resultados podem ser filtrados por título, suporte, técnica e qualidade da imagem e também a coleção que pertence o criador da obra.
  • Galerias criadas pelos utilizadores registados. Neste caso, aparecem ordenadas pelo nome, as mais populares e as mais recentes.
  • As nossas galerias e um pesquisador do conteúdo do Google Arte Project.

Para poder ver as obras em detalhe, depois de selecionar a obra fazemos zoom sobre ela, explorando as partes que mais nos interessam.

Naturalmente que esta ideia pode ser aproveitada de várias formas em trabalho de sala de aula. O próprio site oferece várias propostas didáticas.

Look Like an expert propõe maneiras interessantes de estudar a história da arte, com variados e atrativos pontos de vista:

  • Criar galerias em que se cataloguem as obras por temas e/ou motivos que identifiquem uma determinada época histórica. Por exemplo, os temas mitológicos na arte grega e romana ou as paisagens urbanas no século XIX.
  • Jogo de pares: unir detalhes com as obras a que pertencem e analisá-los. Por exemplo, o calçado, outros adereços, utensílios domésticos…
  • Identificar obras de um determinado período artístico a partir das caraterísticas básicas do seu estilo, o ideal de beleza procurado ou a forma de representar objetos ou materiais. Por exemplo, os fundos dourados nas obras medievais ou os contrastes de luz e sombras do barroco.
  • Criar galerias de obras classificadas por um suporte ou material empregue para realizar a obras: pintura a óleo, aguarela, mármore, carvão, pastel… A qualidade das imagens do Google Arte Project ajuda a identificar claramente as diferentes técnicas, a aparência dos diversos materiais e a sua deterioração. Do mesmo modo, ao observar em detalhe as obras, pode-ser analisar o traço ou a pincelada caraterística de um determinado pintor.

DIY (Do it yourself). Um faça você mesmo que propõe várias atividades, em que se destaca:

  • Conservador de Museu: Converter-se num conservador de um museu e organizar uma exposição sobre um determinado tema. O tema pode ser simples ou complicado e ter múltiplos subtemas. Outra opção é organizar uma exposição, ou atividades sobre elementos presentes numa obra, escolher uma sala de um museu, realizar uma visita virtual, analisar a ordem das obras expostas e criar uma galeria com elas.
  • Remix: Criar um espaço que acompanhe uma obra de arte selecionada. O espaço pode decorar-se com mobiliário de desenho, ambientar-se com música, desenhar um guarda roupa, etc. As possibilidades são infinitas. A atividade pode-se realizar tridimensionalmente de forma virtual criando um diaporama ou com uma aplicação de desenho 3D como o Google SketchUp.
  • Montar uma exposição fotográfica. Utilizar a ampliação de imagens e realizar uma galeria de animais reais ou imaginários, plantas e árvores, jóias, etc.
  • Reinterpretar uma obra de arte presente nas coleções. O site sugere fazer uma cópia com o nosso estilo pessoal utilizando diversas técnicas.
  • Criar uma galeria que reúna as obras de arte em que predomine um determinado conjunto de cores: dores frias, quentes, harmonias, contrastes…

Finalmente, o projeto sugere um conjunto de espaços onde podemos aprender mais sobre arte e a sua história. Mais propostas didáticas podem ser vistas no Canal de Youtube do Google Art Project.