Seremos mesmo um país de burros?

Seremos mesmo um país de burros? Para o Wall Street Journal, somos isso mesmo. Um extenso trabalho, ilustrado com vários gráficos e acompanhado de entrevistas faz um retrato cruel do nosso atraso educativo e cultural, que se reflete na nossa incapacidade em dar os saltos qualitativos urgentes e necessários, em especial em épocas de crise como a que estamos a viver.

Apesar do assunto “fugir ligeiramente” ao tema principal do blogue, achei por bem inseri-lo porque, mesmo que achemos alguns exageros na análise que nos é feita, ela obriga-nos a refletir, a olhar para nós próprios de uma forma mais objetiva.

No centro do furacão estão os professores. E, nessa medida, a responsabilidade docente é de um valor acrescido. Na introspeção obrigatória, e nas respostas que temos que dar. Sabemos que não podemos resolver o problema sozinhos, longe disso, mas lá que temos que dar respostas claras, lá isso temos.

Vergonha colectiva

A análise o prestigiado jornal é um retrato da nossa vergonha coletiva. O país, já se sabe, é um “concerto” de asneirada. Será que alguma vez teremos conserto? (Na verdade a diferença entre um “concerto” e um “conserto” não é tão grande como pode parecer. Se o primeiro exige união, o segundo exige vontade. O primeiro não existe sem o segundo e o segundo sem o primeiro.)

O trabalho, por mais que nos doa, é de leitura obrigatória. Nestes tempos de incerteza, um murro no estômago talvez seja a melhor maneira de nos endireitarmos.

A Nation of Dropouts Shakes Europe

Seremos mesmo um país de burros?

LiteraTic 2011 | I Congresso de Literatura Infanto-Juvenil e Novas Tecnologias

Braga acolhe nos próximos dias 7 e 8 de maio o LiteraTic 2011 | I Congresso de Literatura Infanto-Juvenil e Novas Tecnologias. O evento decorrerá no Auditório do Parque de Exposições de Braga, localizado no centro da cidade.

Vocacionado para refletir a tecnologia em contexto escolar e literário, o LiteraTic – I Congresso Literatura Infanto-juvenil e Novas Tecnologias propõe-se debruçar sobre o modo como as novas linguagens e literacias digitais interagem com as narrativas infanto-juvenis.
São objectivos deste Congresso, focado em torno da interação entre o mundo digital e o das narrativas infanto-juvenil, entre outros tópicos possíveis, pensar:

  • o modo como a legibilidade digital condiciona e reformula a leitura tradicional;
  • a maneira como a mediação tecnológica supõe e exige práticas, formas e conteúdos literários novos no âmbito das narrativas infanto-juvenis;
  • as Novas Tecnologias ao serviço do processo de ensino / aprendizagem;
  • os livros digitais;
  • novos cenários e suportes de leitura.

LiteraticO evento, organizado por conjuntamente pelas empresas Opera Omnia, Parque de Exposições de Braga e ENDU – Energias Educativas, conta com a participação de um painel alargado de conferencistas, em que se destacam vários professores das Universidades do Minho, Madeira. Católica e Trás-os-Montes e Alto Douro, assim como do secretário Regional da Educação Cultura da Madeira, Francisco Fernandes, que abordará o tema Os novos caminhos do conto infantil.
A Comissão organizadores é composta pelos professores J. Miguel Corais, Hélder Freitas, José Manuel Costa, Sérgio Guimarães de Sousa e Evandro Morgado.

Este é um evento creditado pelo Conselho Científico-Pedagógico de Formação Contínua (para efeitos de progressão na carreira do Pessoal Docente), na modalidade de curso de formação (15 horas).
O custo da inscrição no LiteraTic 2011 , cujo período de adesão já está aberto, custa 65 euros.

Aprender nas redes sociais – ampliar e colaborar

Aprender nas redes sociais – ampliar e colaborar é o tema da A 7ª conferência e-learning que terá lugar na na EXPONOR (Porto) no próximo dia 1 de Abril.
Que pedagogias são necessárias para promover a aprendizagem usando tecnologias educativas emergentes? O que são ambientes sociais de aprendizagem? Como se produzem conteúdos rápidos e eficazes para serem utilizados quando e onde necessários na sala de aula, nas plataformas, nas redes sociais? Como se ampliam experiências de aprendizagem nas redes sociais?
Neste seminário de praticantes do e-learning serão apresentados e demonstrados exemplos práticos de como tirar partido das tecnologias educativas para proveito da aprendizagem e do sucesso educativo dos alunos. Criar podcasts para aprender Biologia, usar o Twitter para ampliar a formação em sala, usar dispositivos móveis para melhorar a aprendizagem, criar e disponibilizar conteúdos rápidos através do itunesU, entre outros.

Partilha de experiências

A conferência “Aprender nas redes sociais – ampliar e colaborar ” terá a participação do Professor Paulo Dias, moderador residente do painel da manhã e contará com um painel de especialistas, professores e formadores da Universidade do Minho, Universidade Católica Portuguesa, Universidade de Coimbra, Universidade do Porto, do Ministério da Educação – Gabinete da Rede de Bibliotecas Escolares do Ministério de Educação, da Escola EB 23 Padre Alberto Neto, e das empresas Delta Consultores e Avanzo.
A sala tem capacidade para 200 pessoas que terão oportunidade de partilhar experiências e tirar dúvidas, de entre formadores, educadores, especialistas em e-learning, representantes de instituições públicas e privadas, entre outros.
A iniciativa é gratuita e resulta do convite da EXPONOR que oferece o espaço gratuitamente, do esforço dos oradores e moderadores convidados que partilham as suas práticas e do esforço em recursos humanos e know-how do e-learning TecMinho@ Universidade do Minho.

Para mais informações e inscrições, contactar : http://www.tecminho.uminho.pt/

2 maneiras de fugir à ditadura do Microsoft Word – grátis

Se há coisa que não falta aos diversos sistemas operativos é processadores de texto. Claro que quando o termo “Processador de Texto” vem à baila, associamos logo a coisa a “Word”, “Microsoft Word”, documentos “.doc”, etc. O problema é quando queremos uma coisa simples que nos concentre na escrita, nos livre das distrações, não nos dando sugestões parvas, formatações que não pedimos, atrapalhando o nosso processo criativo, fazendo-nos perder tempo.
Desde o aparecimento dos computadores que os processadores de texto, em especial o Word da Microsoft, ganharam competências cada vez mais elaboradas, o que, se por um lado, nos vem ajudar em muitas tarefas, muitas vezes só complicam. Por isso, é bom ter sempre à mão algo que seja simples, funcional, que nos remeta para o essencial.
Sugerimos por isso, hoje, dois processadores de texto alternativos, do mais simples que há, com versões para Windows e Macintosh. Dois programas que têm como função única e primordial fazer com que nos concentremos no processo criativo da escrita, eliminando todo o ruído que possa haver à volta. Uma opção deste género permite-nos organizar o trabalho assumindo tarefas distintas: à escrita o que é da escrita, à apresentação o que é da apresentação.

Writeroom (MAC) Dar­kRoom (PC)-

O WriteRoom, para computadores Macintosh, é um processador de textos que faz lembrar os computadores da década de oitenta, quando os editores de texto consistiam num ecrã preto, com letras a verde e com praticamente nenhuns recursos de formatação. O WriteRoom pode ter o fundo de ecrã e as letras da cor que quisermos e guarda os textos em formato txt.
O DarkRoom é o clone para windows do WriteRoom. Funciona da mesma maneira, com as mesmas ferramentas e os mesmos propósitos.
Quando se executa o programa, a área de trabalho do computador é ocupado por uma mancha preta, no meio do qual se vê o cursor verde a piscar, pronto a escrever. Para quem não gostar desta combinação de cores, a imaginação é o limite. Basta ir às preferências do programa e escolher as cores. O caminho mais fácil é clicar na tecla ESC, que dá acesso ao menu de configurações.
Simples, clássico, despido de preconceitos, o WriteRoom é bastante eficiente e estável. Apesar das limitações, é um editor de textos bom no que faz. Para que se concentre na escrita.

OmmWriter – (MAC & PC) –

 

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16 Sintomas do vício da Internet

O debate acerca da idade própria para deixar os filhos navegarem no Facebook é cada vez mais premente. Não é por isso de admirar que, aqui e ali, vão surgindo uma espécie de “receitas” sobre o tema. Conselhos que visam, não apenas a mais famosa rede social do momento, como o próprio acesso à internet, o tempo que os filhos gastam na rede, o que fazem, com quem falam.. etc.., etc. questões prementes que preocupam todos os pais e educadores responsáveis.
Pelo interesse e pela curiosidade, aqui reproduzimos, com ligeiras adaptações de linguagem, os “16 sintomas do vício da internet” publicados pelo sítio “Educar para Crescer“.

Os 16 sintomas do vício da Internet:

  1. Tem mais de cinco amigos virtuais, que não conhece pessoalmente;
  2. Antes, vários amigos ligavam na sua casa para falar com ele, agora, isso é bem raro;
  3. Fica irritado quando está há mais de uma hora sem internet;
  4. Evita sair de casa quando é para ir a lugares sem computador;
  5. Só fala dos jogos online, redes sociais e pessoas “virtuais”;
  6. Mente a respeito do tempo que costuma passar conetado;
  7. Vai mal na escola – as notas baixas começaram desde que ele passou a usar mais a internet;
  8. Desobedece quando você o manda sair do computador – geralmente você precisa falar mais de 3 vezes e cada dia é preciso insistir mais;
  9. Não tem motivação para fazer nada;
  10. Está com a autoestima bem baixa;
  11. 1Tornou-se uma criança caseira e solitária;
  12. Nega fazer as coisas que antes lhe davam muito prazer;
  13. Sente-se triste, ansioso ou deprimido na maior parte do tempo;
  14. Adora frequentar cybercafés! (Aliás, essa é a principal razão para sair de casa);
  15. Já chegou a passar mais de 10 horas online num único dia.
  16. Você já sentiu falta de alguns trocados quando o seu filho vai para o cybercafé;

Sobre este assunto, vale também ler com cuidado o artigo “Vício em internet é considerado problema psiquiátrico“.

Segundo o artigo, “assim como algumas pessoas são viciadas em drogas, no jogo e no tabaco, outras são em passar horas na internet, fenómeno que um crescente grupo de especialistas dos Estados Unidos considera um problema psiquiátrico. O vício na rede já foi diagnosticado por alguns especialistas como uma dependência da internet, e estima-se que de 6% a 10% dos cerca de 189 milhões de internautas nos EUA sofram desse mal.”

Como tudo, a tese é discutível. Por isso mesmo vale a pena sempre estar alerta.

Os professores sabem usar a tecnologia na sua prática letiva?

Boa tecnologia não é sinónimo de bom ensino.

Todos sabemos isso. Não é pelo facto de termos boas máquinas que o ensino por si só melhora. Tão importante como ter bons equipamentos é saber utilizá-los devidamente. Para nos ajudar e verificar se estamos no bom caminho, sugerimos o preenchimento de um inquérito.

A questão, ou conjunto de questões é colocada aos alunos, mas os professores podem, na mesma, utilizar o questionário para saber se sabem utilizar a tecnologia na sua prática letiva.

Educar para crescer.

O site da Editora Abril “Educar para Crescer” é um óptimo porto, com visita obrigatória: pela qualidade, pela abrangência, pela pertinência, pela capacidade de comunicação que consegue ter com os seus leitores e visitantes.
Neste caso em especial, recomendamos uma visita à página que convida à realização deste teste que, discutível ou não, coloca questões pertinentes em relação à forma como os professores utilizam a tecnologia na sua prática, ou como dizem os brasileiros “na hora de ensinar”. O site, no entanto, é tão rico, que havemos de voltar  e recomendar um conjunto de ferramentas e ideias que, embora direccionadas e assentes na realidade brasileira, não deixam de ter uma aplicação universal.

Quanto ao teste em si, vale sempre a pena realizá-lo. Alguma coisa aprendemos sempre. Nem que seja para confirmarmos que estamos no bom caminho… Ou não! Será?

Questionário:

Seu professor é antenado na tecnologia?

Aprender línguas gratuitamente online

Mais do que nunca, a aprendizagem de uma segunda ou terceira língua é uma tarefa obrigatória, para todos, mas em especial para os professores. Até aqui nada de novo, já que este é um princípio que já tem barbas, e que vem do tempo anterior à internet e ao fenómeno da globalização.
O que a internet nos traz de novo e aliciante é a possibilidade de, pela primeira vez, podermos aprender uma língua estrangeira no conforto da nossa casa com nativos das línguas que pretendemos aprender. A oferta é significativa. Limitaremos no entanto a intervenção deste artigo a dois sites que nos permitem a possibilidade de aprender línguas gratuitamente.

Busuu.com

O número de pessoas que fala bussu é tão, tão, diminuto e, no entanto, foi o suficiente para cativar dois apaixonados pelo estudo das línguas para batizarem o site através do qual se fomenta a aprendizagem de novas línguas.
O Busuu, dizem os fundadores do site, é uma língua falada em Camarões – de acordo com um estudo etnológico realizado nos anos 80 – e aparentemente só falada por oito pessoas.
O que este sítio tem de novo é a forma como fomenta essa aprendizagem. Fugindo os métodos tradicionais, o Busuu.com funciona como uma comunidade online, oferecendo, de acordo com os seus promotores as seguintes vantagens:

Aprendizagem com utilizadores nativos através de uma aplicação integrada de vídeo-conferência. Ao participar, o “aluno” vai entrar em contacto directo com nativos da língua, falando em tempo real, o que lhe permitirá, além do aperfeiçoamento da língua, fazê-lo sobre temas do seu interesse, sobre a actualidade, não ficando confinado a temas recorrentes e fastidiosos que a imaginação dos autores tiveram aquando da sua criação.
Aprendizagem com o material disponibilizado no site. São mais de 150 unidades de aprendizagem cobrindo diversos áreas temáticas e unidades gramaticais cobrindo os pontos mais importantes da gramática. O conteúdo é audio-visual.
Aprendizagem gratuita: O busuu.com pode ser usado completamente de graça! Para os mais exigentes, existe a adesão, através do pagamento de uma pequena quantia mensal. Esta assinatura Premium, além de garantir maior segurança, dá ao utilizador o acesso a funcionalidades adicionais e a mais materiais de aprendizagem interessante.

Canção de promoção da língua Busuu, em vias de extinção

Internet Polyglot

O Internet Polyglot é um site completamente gratuito cujo objectivo é auxiliar os seus membros a aprender línguas estrangeiras, fornecendo aos utilizadores formas de memorizar as palavras e os seus significados. Funcionando também segundo o princípio de uma comunidade de aderentes, permite a partilha de materiais, com todos os membros ou com os seus amigos virtuais.
Ao registar-se no site, um utilizador pode criar as suas próprias lições, inserindo e registando as palavras e as áreas que pretende aprender e reforçar a aprendizagem, tendo acesso rápido às palavras e conteúdos onde sente mais dificuldade.
Por outro lado, permite avaliar as lições e materiais criados por outros utilizadores.
Para os professores de línguas, em especial, este site permite ao docente criar lições para os seus alunos de uma forma direta, facilitando o seu progresso, melhorando o seu desempenho e a qualidade das aprendizagens.

De acordo com os seus promotores, este programa não deve ser utilizado como único meio de aprendizagem de uma língua estrangeira. Ele pretende ser uma maneira de ajudar a memorizar materiais, não de aprendê-los.
O programa proposto pelo site recomenda a sua utilização em simultâneo com outro programa de aprendizagem de línguas, tradicional ou não, e como auxiliar de leitura de livros numa língua estrangeira, uma vez que um dos seus pontos fortes está na memorização.



Os melhores sítios para aprender e fazer webquests

Por vezes falada, mas muito esquecida, a metodologia de webquest é uma das ferramentas que os professores podem utilizar com frequência no seu trabalho com os alunos, na certeza de o foco da atenção vai estar nos conteúdos e as matérias que são objecto de aprendizagem.
São muitas as definições para esta metodologia.
No essencial, no entanto, podemos dizer que se trata de uma metodologia de pesquisa orientada, em que quase ou todos os recursos utilizados são provenientes da Web. Com esta base, é possível estabelecer âmbitos mais alargados para o método, nomeadamente o seu caráter investigativo e de aprendizagem colaborativa na construção do saber.
Este processo foi proposto pelo Professor Bernie Dodge, da Universidade de São Diego, em 1995, com a participação do seu colaborador, ao tempo, Tom March.
Com o desenvolvimento das ferramentas web 2.0 é cada vez mais fácil construir webquests, na medida em que, a sua estrutura física, por assim dizer, assenta numa página web, que pode ser construída com recurso aos métodos tradicionais da linguagem html, por um serviço de blogue ou mesmo através de um editor de texto com capacidade para gerar uma página web.
Se a plataforma em si é importante, a webquest obedece uma uma estrutura, sobre a qual é desenvolvido o trabalho, a saber: 

  • Introdução
  • Tarefa
  • Processo
  • Recursos
  • Avaliação
  • Conclusão

O melhor sítio que encontrei que explica todo o processo pertence à Universidade do Minho. Um sítio a não perder e onde se pode aprender tudo sobre WEBQUESTS.
Sítios com informação relevante sobre WebQuests:

Tutorial