15 coisas que serão obsoletas na Educação até 2020

15 coisas que serão obsoletas na Educação até 2020

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Os próximos 10 anos serão de mudanças profundas na Educação, a todos os níveis. Nada que tenha a ver com a crise que vivemos, mas com a revolução digital que se acelera todos os dias.
Há cerca de um ano, a escritora Shelley Blake-Plock publicou um artigo no seu blogue Teacher 2.0, intitulado, “21 Things That Will Become Obsolete in Education by 2020”. Mais adaptado à realidade portuguesa, selecionei e adaptei 15 tópicos que vão no mesmo sentido. Talvez ajude a ultrapassar a depressão portuguesa de 2012 e 2013. Sem cinismo.

1. Mesas
O século 21 não se encaixa nada em mesas alinhadas. A educação vai reforçar os conceitos baseados em redes de fluxos, colaboração e dinamismo que vão reorganizar o espaço das aprendizagens, tornando obsoletas as filas de mesas e cadeiras características das nossas salas de aula fabris.

2. Laboratórios de Línguas
A aprendizagem de um língua estrangeira vai estar (já está, para quem quiser) à distância de um smartphone. Mais espaço disponível nas escolas.

3. Computadores
As salas de computadores, muitas vezes encostados às paredes, serão como que peças de museu. Os portáteis, tablets, smartphones e outros dispositivos vão limpar os velhos ecrãs, as torres e os emaranhados de fios. Mais espaço.

4. Trabalhos de casa
A educação será pensada e trabalhada 24 horas por dia, 7 dias por semana. Os limites tradicionais entre a escola e a casa tenderão a desaparecer. Como disse alguém, não precisamos de crianças para irem à escola; precisamos delas para aprenderem mais. A aprendizagem será contínua e em movimento. (ver o ponto 3).

5. Instrução massificada
Nos próximos 10 anos o professor que não souber utilizar a tecnologia para personalizar e diferenciar a aprendizagem dos seus alunos será “carta fora do baralho”. A diferenciação será tão natural como respirar. O professor de massas acabou.

6. Medo da Wikipedia
Wikipedia é a maior força democratizante no mundo actual. Se os professores têm receio em deixar os alunos utilizá-la, está na hora de olhá-la de frente sabendo que com este ou outro nome a Wikipedia vai continuar a crescer exponencialmente. Talvez esteja na hora de cada um também dar o seu contributo.

7. Manuais em papel
Os livros são agradáveis, mas, daqui a dez anos, toda ou quase toda a leitura será feita através de meios digitais.

8. Cadernos, lápis, canetas… papel
Provavelmente não vão acabar, mas com toda a certeza vão diminuir e muito na quantidade. As crianças aprenderão a escrever e a desenhar em dispositivos digitais e a grande maioria dos trabalhos, testes e exames poderão ser feitos da mesma maneira. A floresta agradece. Quem não perceber e se adaptar… desaparece.

9. Pastas
Já hoje, em muitas das nossas escolas, que necessidade têm as crianças e os jovens de andarem com bolsas pesadas às costas com custos associados à sua saúde? Com livros e cadernos digitais… as pastas escolares serão cada vez menos pesadas até desaparecerem. As colunas vertebrais agradecem.

10. Departamentos TIC
Um fim à vista. As TIC não serão uma especialidade. As TIC serão a realidade, as ferramentas essenciais de todos os professores e educadores. Todos os agentes da educação e formação terão competências TIC elevadas. Com a afirmação do “Cloud Computing”, a qualidade e aumento da cobertura sem fios e o acesso via satélite, coisas agora “tão importantes” como software, segurança e conectividade serão coisas do passado.

11. Instituições centralizadas
Os edifícios escolares vão transformar-se em centros de aprendizagem e não em locais onde toda a aprendizagem acontece. Os edifícios serão menores, os horários dos professores e alunos irão mudar para permitir que menos pessoas estejam na escola de uma só vez, abrindo caminho a um ensino mais experimental, vivencial, fora do ambiente escolar.

12. Níveis de ensino
A educação vai tornar-se mais individualizada, abandonado significativamente a estrutura dos níveis de ensino tal como os conhecemos hoje. Os alunos serão associados por interesses, seguindo cada um uma aprendizagem especializada. (ver ponto 5)

13. Escolas e professores “atecnológicos”
Escolas e professores que não utilizem as tecnologias estarão condenados ao fracasso. As primeiras a fechar. Os segundos a mudar de profissão.

14. Normas Curriculares
As normas curriculares actuais integram enormes bloqueios à diferenciação da aprendizagem, imagem de marca da educação do futuro. A raiz da mudança curricular será as escolas do ensino básico como fornecedoras de conteúdos fundamentais e as dos níveis superiores com a oferta de aprendizagens especializadas.

15. Reuniões de pais e professores à noite
As ferramentas já hoje disponíveis para comunicação virtual tornarão as reuniões “físicas” uma raridade. De uma forma ou de outra, os pais vão obrigar a escola a utilizar a tecnologia para comunicar. Não vá. Ligue-se.



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    • Elso Pinto, será que basta termos os recursos tecnológicos e conexão para mudarmos a educação? Concomitante a isso, o governo precisa investir seriamente na formação docente e em outras bases pois visivelmente, as ações já empreendidas não resultaram em melhorias significativas. Diria que é uma bola de neve: os professores não sabem usar as tecnologias com objetivos educacionais, o governo oferece cursos pontuais para essa aprendizagem, só que vários professores sequer tem acesso a computadores conectados na escola, quiçá próprios. Não são aprendizagens que se constroem em pequenos cursos, precisam poder explorar por si e mais, precisa haver algum tipo de acompanhamento posterior aos cursos, porque notadamente, alguns alcançaram ao menos *pistas* das mudanças mas vários não e, com isso, mesmo tendo recursos tecnológicos disponíveis, não sabem usá-los pedagogicamente. Então precisamos de ambos e ainda *reconhecimento e valorização dos professores*. Não adianta esperar que professores que atuam 40, 60 horas, tem família, ganham mal e fazem *bicos* vão ter condições de aprender fora do horário de trabalho.

  1. Em paises como o Brasil o preocupante desta tendencia é que a distancia entre( as classes sociais ou) ensino publico e particular deve amplia. Temos muito a percorrer em termos de acompanhamento das FRONTEIRAS TECNOLOGICAS em termos de educação pública e privada.

    • As escolas melhores avaliadas segundo um ENEM anulado são classificatórias, eliminatórias, excludentes e não aceitam as mudanças. São proibidas nas salas de aulas mídias, celulares, notebooks e não são esperados resultados de classificação. As horas estudadas são em livros didáticos caros de papel, resumos, produção de texto escrito na forma de redação, quem não acompanha é convidado ao juíz no conselho tutelar na presença dos pais. O acesso depende de mensalidade de R$ 800,00 a R$ 1.000,00 por mês.

  2. Não sei o que se passará no mundo daqui a um mês, quanto mais a 10 anos. Certeza terei que se esta crise não for estancada (como não parece estar a ser) daqui a 10 anos estaremos 200 anos para trás e só alguns terão acesso à educação. Se a crise não for contida a guerra imperará, espero que a humanidade não coloque o valor monetário à frente dos valores humanos. Saliento que estas medidas já estão HOJE a ser implementadas numa escola profissional aqui bem perto, por isso isto já não é novidade. Agora se disserem que a aquisição de conhecimento passará a ser assunto de empresas em que se compra o conhecimento e que ele é enviado ao cérebro através de uma sonda ou através da retina ocular, em 5 minutos o volume de um enciclopédia, aí talvez acredite. Até lá… isto já conheço. Cumprimentos.

    • Antes de começar uma guera as redes sociais farão seu aparte político da realidade e da conectividade. Nas guerras são preciso soldados treinados e com salários nas revoluções e primaveras são badernas sem controle e lideranças, morrem milhares de inocentes e sem uma causa de evolução por derrubar um ditador ignorante egoísta e os que ficam são piores manipulados por um sistema teológico imaginário.

  3. Em alguns países parte deste futuro já chegou. Aqui no Brasil, temos boas escolas à frente, mas bastante acanhadas para esse futuro. O futuro virá, mas acredito que algumas tecnologias que serão utilizadas ainda são embrionárias. Vamos aguardar e ver.

  4. Perfeito, hora de investir "pesado" na formação de professores para esta cultura. Adoro isso! Sonho com isso, creio que a escola será mais prazerosa.

  5. Pois é. Enquanto discípulos de Lévy apregoam a tecnologia como “a” solução, “o” caminho para uma educação de qualidade, a revista Veja desta semana mostra a educação na China e sua preparação para concorrer com USA: professores preparados, que usam o tempo de aula para aprendizagem e não para pregação ideológica-partidária, disciplina e mais que tudo, uma conscientização de toda a comunidade escolar de que a a prendizagem requer condições específicas. Trabalho na educação e, muitas vezes, utilizo as TICs com meus alunos, procurando ampliar a quantidade e a qualidade das informações que meus alunos poderão utilizar no processo de aprendizagem – sim, porque são essas informações que, bem discutidas e experimentadas poderão, no processo, transformar-se em conhecimento. Por mais que desejemos, nossa biologia continua a mesma, ou seja, nosso cérebro continua conseguindo processar de forma eficiente, poucas informações por vez e, àqueles que defendem a ideia de que nossos jovens – geração “Y” – conseguem estudar, trocar mensagens no msn, ver tv e estudar ao mesmo tempo, não conseguiram me provar que passamos por evolução biológica necessária para tal comportamento. Nos últimos 100 anos, passamos sim, por evoluções sociais…várias…..biológicas, nem tanto. E, pelo menos até onde sei, nosso aprendizado é social, porém dependente do cerébro…..e muito! Transformar as salas de aula em espaços de aprendizagem é, para mim, o principal objetivo a ser buscado pelas pessoas que se preocupam com a educação. As TICs devem estar em nossas aulas em função do aprendizado, do que queremos e precisamos que nossos alunos aprendam para se tornarem qualificados e competentes e o Brasil poder caminhar rumo à excelência. O resto é foguetório de quem acha que estar na onda é seguir moda. Nesse caminho, veremos apenas a educação brasileira produzindo analfabetos funcionais como está e elegendo corruptos e malfeitores. Esse é o país do futuro que tanto desejamos para nossos filhos e netos? Aprovamos, nas escolas públicas – e particulares (com poucas exceções) – massivamente, pois os gestores precisam de estatísiticas favoráveis para receber verba de ONU, UNESCO, Banco Mundial, ONGs e ….. Enquanto, nós, professores, compactuarmos com isso, não temos muito o que reclamar, não é mesmo? Luto pela educação de qualidade e não pela qualidade da publicidade. Muitos (principalmente os que usam as salas de aula para obras “socializantes-partidárias” não concordarão comigo e começarão seu discurso dizendo: não sou de partido tal, blá, blá, blá, mas apenas deixo aqui minha contribuição para uma reflexão ou para um argumento a mais; por um lado, refletirão e buscarão alternativas, por outro, usarão meu depoimento para continuar levando a política para sala de aula, excluindo dela o que não sabem fazer: ensinar. Feliz Natal e um 2012 com mais educação, mais dignidade, mais honestidade e mais ações cidadãs em nosso país.

    • Provavelmente, poderemos juntar a estes 15 tópicos outras tantas coisas que nos parecerão pré-históricas daqui a 10 anos. Há no entanto um factor que nunca se há-de perder, e que, pelo contrário, terá de ser reforçado: a dimensão humana da educação.
      Bom Natal e um Ano Novo mais otimista.

  6. A tendência das TICs, vista por este ângulo, desconhece totalmente as contradições da sociedade capitalista. Eu, particularmente, não acredito na desescolarização da sociedade. Não acredito que todas as pessoas do planeta estejam com acesso as tecnologias daqui há 10 anos, e muito menos que o professor será substituído pela máquina.

    • concordo contigo Sueldes. Acho que o professor tão cedo não será substituido máquinas, elas são um meio de aprendizagem. Precisamos cada vez mais é de programas que qualifique os professores para trabalharem com a tecnologia.

  7. O texto foi escrito de modo provocativo mas percebo que traz algo muito próximo da realidade das mudanças já em curso. Sim, Sueldes, creio que temos de dar um jeito de subverter a lógica da sociedade capitalista, no que importa para garantirmos mais do que a formação de mão-de-obra para o mercado. Não sei se acredito que tod@s terão ou que estarão incluídas, se continuarmos neste ritmo… Sei que não servirei de entrave a esse seu direito legítimo. Ao contrário, onde puder continuarei buscando inferir e contribuir para o êxito desse processo em curso, especialmente na formação dos docentes que considero um dos grandes entraves, porque o Sr. MEC não parece estar disposto a investir tanto quanto deveria, nos Professores, em todos os níveis e, especialmente, nos da Educação Básica, que é onde tudo começa.

    O futuro é incerto mas as tendências do texto fazem sentido e a mim parecem muito prováveis, ainda que não alcancem a tod@s, o que lamento, pois cidadania prescinde da inclusão digital efetiva. 🙁

    Quanto aos colegas professores que esperneiam… ah se experimentassem baixar a guarda, deixar as certezas um pouco na gaveta e explorar imersiva e reflexivamente a cibercultura para apreenderem mais sobre sua lógica caótica, fluídica, sempre em beta perpétuo. *Nada do que foi será… E que venham tod@s as mudanças contributivas para a humanidade!! Apenas: Quem trabalhará para torná-las boas para as pessoas?? e quem continuará criticando, de fora e resignado aos ditames do mercado, acreditando que *sempre foi assim e sempre será* é que veremos!! [ http://youtu.be/SWYrOzQhYlY%5D

    • Concordo contigo Paula, acredito que muito do que tem no texto será realidade. Porém, com relação aos professores nem sempre a culpa é do MEC. No estado de São Paulo temos vários cursos pela REDEFOR, como as vídeo-conferências dos respectivos cursos precisam ser assistidas, professores ligam o computador na sala e saem assim fica configurado no sistema que assistiu. Estou participando de uma especialização promovida pelo MEC sobre o tema MÍDIAS NA EDUCAÇÃO, já estamos em fase de elaboração da monografia. Foi absurdo o nível de desistência de uma especialição grátis oferecida pelo MEC. Acredito que apenas 30% dos participantes irão concluir o curso. Tem muito professor que não quer sair da zona de conforto. É complicado isso…

    • Rúbia Cristina, só li hoje depois que Educadores Inovadores convidou no Fb. Achei meio engraçado o que escreve e justifico: se não temos mais *terra firme*, saberes-alicerces, para balizar as ações e práticas, como nos manteremos atualizados e desejáveis no mercado se não empreendemos a própria formação e aperfeiçoamento em casa também?
      O texto não traz a questão das condições de trabalho e valorização dos profissionais, apenas coloca as demandas do mercado. Suspeito que venha daí tua interrogação, ao imaginar continuar trabalhando nas condições atuais e com muitos *extras* em casa. Acertei?! 🙂
      Opino que caminhamos para a valorização irrestrita do capital intelectual dos profissionais de talento. Com isso, as empresas, organizações vão flexibilizar – não nas exigências de saberes e competências, mas dando condições efetivas para que os colaboradores aprendam e se desenvolvam no cotidiano e continuamente. É isso ou não terão bons profissionais, capazes de desempenhar com a maior as atribuições para seu crescimento. As que não fizerem isso perderão para as que vão fazer, por já atuarem com visão 2.0 ou 3.0…enfim.
      Acredito que das várias predições de expertises vão se tornar realidade, nestes novos moldes. Já falam até em dar um tempo semanal [no horário de trabalho e mantendo a remuneração] para que as pessoas realizem atividades de interesse e desejo, contributivas ou não [diretamente] para com o trabalho. Porque os profissionais precisam se sentir *felizes/satisfeitos/realizados*. Isso demanda reconhecimento, valorização, possibilidades de atualização contínua, qualidade de vida no trabalho, várias coisas.
      Concorda que se trabalhamos em um bom ambiente de trabalho, que nos valorize, ofereça recursos e meios [seja internos ou permitindo e até custeando cursos de aperfeiçoamento], dentro do horário, isso é bom tanto para as empresas, que terão melhores profissionais, como para nós que estaremos sempre atualizados, sendo desejados? E que atuando em empresas assim, vestimos sua camiseta, seremos apaixonados pelos fazeres, mais produtivos e lhes retornaremos? 🙂
      Quando as pessoas atuam no que gostam não veem como trabalho tarefeiro mas como ação produtiva, contributiva para a sociedade e não medem esforços para construir bons produtos, agregando valor a empresa, impactando positivamente nos produtos oferecidos. O que diz?

    • Nair Rodrigues Neves Boni também concordo com tudo que fala. Conheço esses cursos e são muito bons para vários professores, com determinados perfis mas não para todos. Talvez se as propostas formativas fossem mais emancipatórias, com os cursistas podendo inferir, negociar e consensualizar sobre elas, se tornassem mais significativas.
      Também não vejo como opção nossa mas *obrigação* aprender a melhor professorar para atender as necessidades de aprendizagem dos alunos reais na atualidade. Assim como vejo como *obrigação* dos gestores das políticas públicas valorizarem os professores ao invés de só exigir competências. Proverem os recursos e os meios para os professores poderem trabalhar a contento com as tecnologias em sala.
      Tem muitos que não querem sair das zonas de conforto! Temos vários perfis de professores e talvez devesse ser repensado a adequação das designações relacionada a satisfação com a atuação. É muito diferente atuar no berçário, no primeiro ano, em projetos da educação complementar, na EJA, etc., o que os concursos anteriores não previam. O que acha?

    • Isso memso Nair Rodrigues Neves Boni, também estou na fase final do curso Mídias e muitos desistiram. E existe professores ainda na zona de conforto e por lá pretendem ficar…Vejo que o que falta é a força de vontade e o comprometimento de alguns professores com a educação digital. Conheço uma professora que vivia" fora da realidade digital", mas que mesmo assim utiliza-se de meios tecnológicos em sua prática pedagógica com a ajuda do LIE(Laboratório de Informática Educativa). Ela poderia muito bem se recusar a trabalhar por não saber utilizar essas ferramentas. O processo as vezes é reverso inica pelos alunos aos professores como foi o caso, pois a partir dessa vivência com os alunos ela passou a fazer curso de informática para seu aperfeiçoamento profissional. Que essas mudanças estão ocorrendo isso é verdade se daqui a 10 anos não sei, mas que ocorrerão é bem verdade…

      • Prezada Nair e colegas de fórum um dos entraves para a inclusão digital ainda permanece na pessoa competente do professor e a motivação necessária para seus educandos e educandas. Existem mídias, recursos e programas mas não existem habilidades e competências para lidarem com o comportamento entre pares. Vejam uma situação verídica em uma equipe escolar o profissional trabalha de diversas formas dentre uma delas é nunca entrar num laboratório durante o ano letivo. A gestora escolar só perceberá ao final do ano quando ambas partes em acareação e atat administrativas contra as partes o fato grave deste tipo de atitude. A profissionalização da equipe escolar envolve família em saber o questionamento do conteúdo, isto é proibido, a professor regente discute entretanto o pacote já vem pronto e ele não sabe lidar com a tecnologia, ninguém aprende informática ou linux num instante demanda tempo e o tempo urge. Outro entrave é a carga tributária proibitiva nas produções intelectuais, o conteúdo ensinado não voltado para a tecnologia e sim para operar o sistema e não programar. De minha equipe inicial de cinco professores sobraram apenas dois na área atualmente em programação de sistema, os demais debandaram para outras áreas de trabalho mais vantajosas e já que não são obrigados a ensinar pois lá os aprendentes necessitam da capacitação para a vida profissional, não depende de favores políticos e sobem na competência se são bons ficam e continuam na carreira se não saem. Na área de educação o currículo não tem valor profissional e nem reconhecimento da chefia imediata. Se você fizer algo inusitado, além dos valores de equipe, registre seus afazeres ou ora pois em breve terá uma surpresa ao ver seu trabalho publicado e reconhecido no nome de outra pessoa embasada por nomes reconhecidos. Cair na mesmice é uma norma geral da educação.

    • Nair Rodrigues Neves Boni sobre a desistência tenho o reflexo de uma pós graduação abandonada por motivos de falta de recursos financiadores, apesar de aportar antes a imprevisibilidade da educação à distância não depende do fator de zona de conforto e sim exclusivamente de um ganho de dinheiro maior ou seja melhor salário. As áreas de bancos pagam por salários melhores e oferecem ganhos maiores aos funcionários bancários que realizam pós e mestrado aos caixas de banco recebem até promoção e são funcionários comuns administrativos. Enquanto existir corrupção e não efetivar ao cargo de coordenação escolar pessoal competente e motivador a educação ocorrerá de formas incompletas para todos, faltam conteúdos essenciais ao aprendizado do professor alfabetizador não ensinam nas faculdades e cursos à distância regras, leis e normas de contrato didático para a sala de aula, normas de como lidar com o ambiente corporativo, critérios de avaliação em TODAS as disciplinas e não apenas em Matemática e Língua e Interpretação de Português e não é permitido aceitar novas tendências tecnológicas, que funcionam nestes cursos de educação à distância devido as diferenças regionais gritantes de ordem política e social

  8. Discordo do tópico 8 quando diz que “as florestas agradecem” como se isso fosse um benefício ecológico. Nada disso. Mais computadores, tablets e celulares significam mais lixo eletrônico poluindo tudo com sua obcena obsolescência programada. Lixo eletrônico é um problema sério que tem sido varrido para debaixo dos tapetes no mundo todo. O problema é que os tapetes do mundo são países pobres, como Gana, na África, por exemplo. Esta matéria, apesar de um pouco antiga (2009) dá uma boa noção do estado da sujeira: http://migre.me/7fZqB

  9. Alarmante e talvez romântica demais tais tópicos. Delimitar, ou ser determinante na educação, como o provocativo texto acima, não confere a história da educação. As mudanças tão necessárias são a busca por si só. É isto que faz da educação ser um fenômeno social, e a caracteriza. Contudo, as instâncias, sociais e políticas e a um nível micro -dentro de cada instituição-humana, são entraves a uma mudança tão repentina. Neste sentido, 10 anos seriam um piscar de olhos. Com certeza, é preciso mesmo introduzir as Tics no cotidiano escolar e utilizar os conceitos de informática educativa, e se afastar do uso das ferramentas digitais como algo secundário. Já é possível fazer diversos usos práticos destas ferramentas digitais em todos os níveis da educação, e com resultados bastante promissores. Existem diversas experiências tanto a nível público, como privado, dessas "modalidades" educacionais. Porém, o que ainda preocupa é o movimento lento, e até descompassado das instituições com essa realidade. Enquanto, escolas aderirem a pacotes de supostas "consultorias educacionais", e ainda, se movimentarem com tanta ênfase frente ao débil ENEM, o ponto crucial da aprendizagem para estes educadores infelizmente se resume a uma nota. O que em uma realidade rica, e com tantas possibilidades se torna uma prática fora de contexto. E é exatamente essa a impressão que a escola dá : ela está fora de rumo. Portanto, para que essas mudanças tão necessárias sejam aplicadas em um todo, ou seja, na educação, e não apenas se restrinja a pequenas experiências, é preciso uma mudança que foge a 15 ou mais tópicos. A escola precisaria se reinventar, e para isso ela teria que deixar de fazer o que ela se acostumou a fazer, que é reproduzir. A matéria prima da escola é a inovação, e se esse conceito estivesse posto, as revoluções não seriam entraves, mas fariam parte de sua concepção.

    • Concordo genericamente com o que coloca, divergindo em alguns pontos, a saber, não consigo ver motivos de alarme ou como visão romântica o que o texto traz. Vejo como um cenário provável, sendo que algumas práticas já vem ocorrendo.
      Justamente por a educação ser um fenômeno social, acredito que precisa estar concatenada as mudanças, inserida e e inferindo como suas coautoras, ao invés de meramente executar em atendimento, como tem sido.
      Também vejo como entrave as mudanças o que aponta. Temos instituições questionáveis com propostas que deixam a desejar. Não é raro professores desejarem promover mudanças para amplificar as aprendizagens e se depararem com todo tipo de resistências passivas ou ativas dos gestores, ao ponto de não conseguirem sequer estabelecer parcerias e desenvolverem projetos colaborativos entre os pares. O ranço da escola tradicional do Sec XIX permanece para muitos e em muitos espaços, ainda que os discursos sejam *inovadores*.
      Não vou dizer que introduzir ou não as Tics no cotidiano escolar seja algo superado, porque o entorno me mostra o contrário. Temos vários espaços educativos subutilizando as tecnologias e, com isso, impingindo aos alunos uma formação insuficiente, o que é lamentável.
      Opino que caberia uma pesquisa *ampla* para o conhecimento das diferentes realidades para, a partir desses indicadores, pensarmos como intervir. Como já argumentei em outro post, não basta solicitar respostas a questões objetivas, que permitem as pessoas, marcar qualquer opção, mesmo sem saber do que se trata. Vejo a necessidade de escuta ativa com todos os envolvidos na ação e não via gestores. As pesquisas precisam ser totalmente distribuídas, sem inferências, para que os dados sejam mais fiéis as diferentes realidades.
      Vejo problema no entendimento das tecnologias disponíveis para interações, comunicação e colaboração, como meras ferramentas, pois são muito mais do que isso. O entendimento da diferença entre ferramentas e interfaces é fundante para mudanças paradigmáticas, relacionadas aos diferentes Modelos pedagógicos. Opino que os sucessos no uso das tecnologias estão imbricados a essa percepção mais alargada, que ultrapassa as divisas da escola e alcança a Cibercultura com seus complexos fenômenos.
      Pacotes e de supostas consultorias educacionais são preocupantes, porque ineficazes e sim "em uma realidade rica, e com tantas possibilidades se torna uma prática fora de contexto."
      Talvez não seja apenas *impressão*… Vários pesquisadores há muito criticam esse ponto e, como profissionais *constatamos* em várias realidades.
      Por tudo isso, o que diz é demanda urgente "A escola precisaria se reinventar, e para isso ela teria que deixar de fazer o que ela se acostumou a fazer, que é reproduzir. A matéria prima da escola é a inovação, e se esse conceito estivesse posto, as revoluções não seriam entraves, mas fariam parte de sua concepção."
      Obrigada por partilhar! Adorei!

  10. Parabéns pelo artigo.
    Quanto ao conteúdo, nada de muito novo.
    Alguns tópicos já utilizo, outros quero utilizar mas encontro alguma resistência mas é por esse caminho que vamos (ou pelo menos deveríamos seguir).

    Bom ano de 2012!

  11. Cara!! voce esta falando do Brasil? Tem certeza que estamos no mesmo País? A Educação de um modo geral ainda tem muito para crescer em nosso País no modo convencional e o nosso Governo ainda investe pouco neste setor, tudo que foi dito é muito complexo e nem mesmo os “Professores” estão preparados para isso, falando-se dos grandes centros, imagine voce em alguns estados Brasileiros onde a população ainda sente falta de suas necessidades basicas e a educação ainda é vista em segundo plano.

  12. Acho que este é o curso natural das coisas. A tecnologia está ai, não é futuro é presente. Só não sei se estará inserida em todos os níveis (sociais) de ensino. Em outras palavras… se a educação pública se adequará a esta realidade. E acredito que todo este contexto provocativo vai forçar uma mudança na postura dos educadores… Buscar cursos e capacitações para se adequar ao invés de esperar que o estado ou escolas deem cursos neste sentido. A pressão de mudança pode ser feita de cima para baixo ou ao contrário.

  13. Professor ensinando e alunos aprendendo. É o mais importante. No Brasil, tanto em escolas particulares e principalmente em escola públicas (aqui em sp há pouco mais 2 anos as lan houses em escolas estaduais estão em funcionamento!!), estes objetivos estão longe de serem alcançados. Todos os atores envolvidos devem ter bom senso para adaptar-se às mudanças, que aí estão e infelizmente, MUITOS, ficarão à margem.

    • É verdade Sônia, sem contar com cursos da USP, UNCAMP oferecidos a gestores e professores que abandonam e que o Estado banca com nosso dinheiro. Acho que a escola pública é o melhor local p/ inovarmos, liberdade de trabalho, provocarmos mudanças na aprendizagem e o Tic está presente sim, pois na nossa escola trabalhamos com três notebooks, três datashows, cinco tvs, inclusive em 3d, 46 polegadas, com óculos p/ todos alunos e prof. Os própios alunos apresentam seminários em datashow. Desenvolvemos aulas de reforço de matemática, 6° ano com tablet. Acredito sim que num futuro bem próximo, a educação irá se modificando, acompanhando a evolução da ciência e tecnologia, por ser a 3ª revolução mundial….

  14. ao que me parece , não terei dificuldade de adaptação, pois muitas dessas suposições já aplico em minhas salas de aula
    (4,5,6,7parcial, 9,14,15 outras apenas por dificuldade de instrumentação

  15. O que Patrícia traz sobre o exagero nos benefícios ecológicos, para mim faz sentido. Diminuir o papel impacta pouco no todo e a produção de mais computadores, tablets e celulares, significam mais lixo eletrônico. E sim “Lixo eletrônico é um problema sério que tem sido varrido para debaixo dos tapetes no mundo todo. O problema é que os tapetes do mundo são países pobres […]” e isso precisa ser pensado. E já observamos algumas ações nesse sentido mas precisamos de muito mais. O que fala é legítimo e preocupante para a vida das pessoas.
    O post apresenta a discussão voltada a formação, as mudanças necessárias na Educação e no Professorar e isso também é de extrema importância e impacta no perfil dos sujeitos que teremos por aqui. Inclusive se capazes de equalizar essas questões ou agir como os antepassados devastando tudo, para benefícios próprios, imediatistas e inconsequentes.

  16. Desejo aos profissionais da educação meu respeito, valor emocional e um bom retiro fora da área, afinal custa caro a sua formação, seus livros são caro, o excesso de teorias cognitivas, psicomotricidades, psicopedagogias ultrapassadas e de quem tem talento e deve ser ouvido fica sem coragem, para ensinar é preciso raça, para ensinar é um dom e sem dinheiro não dá, sem investir na qualificação profissional, suporte técnico em TI, nem que ganhassem o dobro teriam condições de aprimorar seu conhecimento de mídias digitais, por falta de atendimento adequado ao cliente e o que se tem de estrutura. Os cursos são demais caros, as escolas de qualidade estão fora de contexto, distantes e são semi presenciais e o aplicativo inadequado. A interconexão está inoperante devido aos elevados custos de planos nas mãos de poucas empresas operadoras. As linguagens são de máquina, os aplicativos são prontos, não estimulam a produção de novas linhas de comando, as linhas de comando são complexas para crianças e a alfabetização ainda é de aeiou pendurada na parede. A Produção de textos, na escrita bastão, fase cursiva e caderninhos com atividades de perguntas, respostas, pinturas a dedo, painéis nos muros grafites e respostas X. Ah avaliação como o enem, enade e pisa não contemplam as formas de pensar e agir em relação as máquinas e seus operadores. As lousa digital e os programas são caros, vendidos em pacotes e sem assistência pós-venda para treinamento dos professores e os computadores necessitam de placa gráfica de vídeo, os cursos oferecidos não tem estrutura de assistência técnica adequada, as redes sem fio dependem de espaço aberto, as escolas são construídas em prédios com paredes e as redes via satélite custam caro e os planos de acesso 3G, 4G e seus equipamentos são caríssimos e queimou já era. Então enquanto um Bill, in memorian Steve deixaram seus valores intelectuais e souberam aproveitar da falta de conhecimento e outros milhares ficam dependentes sem oportunidade por falta de recursos financeiros de evoluírem. O papel não acabará nunca, pois na hora de pedir emprego a sua pasta tem que portar um diploma reconhecido e assinado de papel uma carteira de trabalho com experiência na área e no minimo uma carta de apresentação ou portfólio. Sempre será assim.

  17. (?!) 16 – Nada impede de determinadas disciplinas serem facultadas online. Permitindo que um único mestre de excelência ensine milhares alunos em qualquer parte do mundo.

  18. Até onde podemos considerar que essas mudanças sejam positivas para as pessoas? O custo de muitas será diminuido, os tempos de aprendizagem serão de acordo com a necessidade de cada um, as oportunidades com as redes sociais e de aprendizagem serão muitas. E, quem poderá ter acesso? Como ficarão as relações sociais e de afetividade? Noa tornaremos cada vez mais individualistas. E as práticas de gentileza, como ficarão?

  19. acredito que é preciso não apenas virtualizar a educação mas desmistificar junto aos educadores a forma correta de utilização dos recursos tecnológicos

  20. Descoberto o artigo , pelas mãos da minha amiga Saudade, cinco meses depois mas com muita atualidade. Concordo com a maioria dos itens . Enfrentemos a geração dos "Nativos Digitais"

    • 1. Mesas
      O século 21 não se encaixa nada em mesas alinhadas. A educação vai reforçar os conceitos baseados em redes de fluxos, colaboração e dinamismo que vão reorganizar o espaço das aprendizagens, tornando obsoletas as filas de mesas e cadeiras características das nossas salas de aula fabris.

      As UCLASS na Coréia e Canadá são uma realidade em que os educandos entram em rede pelo cartão de acesso com seu código os conteúdos são interativos e fazem ao educando a pesquisa mais próxima. O que faltam é recursos cadê a fonte geradora de um computador para o professor? Esta proposta de carteiras? Mesas? Lousas Digitais? Custam caro o dinheiro não dá para pagar as contas no final do mês ficam devendo empréstimos pessoais imaginem comprar um notebook se o poder público não der, o professor não tem condições de comprar. Manter esta estrutura custa caro e estragam com uso contínuo e tornam-se obsoletos em pouco tempo.

  21. 2. Laboratórios de Línguas
    A aprendizagem de um língua estrangeira vai estar (já está, para quem quiser) à distância de um smartphone. Mais espaço disponível nas escolas.
    Isto depende da cultura local de cada país, estado, escola e comunidade situada. Veja um exemplo em integração de línguas na fronteira entre o Brasil, Bolívia, Venezuela, Paraguai, Suriname, Guiana Francesa e Argentina os Latinos interagem com suas línguas ente um “Portunhol” e “Fracesileiro” pouco se faz nesta integração devido as pendências entre nações ditas latinas e européias. Ninguém que ganha pouco em um país vai arriscar sua integridade cultural em outro para crescer financeiramente sem estudos ou pesquisar sem uma fonte de recursos ou financiamento. O que leva milhares de Bolivianos a dormir nas ruas de São Paulo e trabalhar em confecções como clandestinos em busca de sucesso e riqueza sem estudos? Alguma escola em São Paulo tem curso de idiomas em Boliviano? Mandarim ? Coreano? Não. As Secretarias de Governo são obsoletas e os doutores que se formam a cada ano ficam com um título e esquecem do foco da sala de aula. Dizer que o acesso a línguas estrangeiras é disponível repito cadê o recurso para pagar as contas deste acesso? Nada na internet é de graça.

  22. 3. Computadores
    As salas de computadores, muitas vezes encostados às paredes, serão como que peças de museu. Os portáteis, tablets, smartphones e outros dispositivos vão limpar os velhos ecrãs, as torres e os emaranhados de fios. Mais espaço.
    Mais mobilidade entretanto as línguas e códigos dependem de acesso e direitos de uso exclusivos da ANATEL ninguém pode colocar uma antena no fundo do quintal de casa sem a devida autorização governamental, isto é crime. O governo é totalitário e controla todas as informações de acesso, criam leis que favorecem os políticos corruptos que possuem interesses em empresas de telefonia e transmissão de sinal. As antenas par auso e concessão dependem de autorização. Até o sinal de satélite é cobrado e foi dinheiro de impostos para sustentar a rede de infraestrutura. Nada é de graça e para emitir um sinal bluetooth ou wifi é preciso ensinar os códigos e aprender as frequências adequadas ao ambiente de trabalho. Não é possível com as estruturas atuais de prédios e paredes emitir um sinal sem fio além de dez metros de distância.Modular uma frequência de sinal é preciso de aparelhos de osciloscópio caros e não acessíveis, precisa contratar mâo de obra especializada. Este especialista não vai permanecer no cargo por mais tempo por causa de um salário inadequado ao perceber que ganha pouco abandona o projeto, então manter funcionando é um desafio. Apenas 4 empresas de telefonia que dependem de autorizações de governo podem operar no Brasil e são todas de capital abertas, interesse de investir em mercados que custam pouco e tem pouca aceitação de usuários não existe,por caus do dinheiro. Um vento mais forte e antena de internet sai do foco, quem vai consertar e subir no telhado da escola ?

  23. 4. Trabalhos de casa
    A educação será pensada e trabalhada 24 horas por dia, 7 dias por semana. Os limites tradicionais entre a escola e a casa tenderão a desaparecer. Como disse alguém, não precisamos de crianças para irem à escola; precisamos delas para aprenderem mais. A aprendizagem será contínua e em movimento. (ver o ponto 3).
    Só acredito vendo uma criança para de jogar vídeo game no tablet para realizar um tarefa que não faça mudar de fase na vida. Os conteúdos vem prontos e quando são colocados em prática não são abertos para mudanças contínuas, se ensinarem os códigos de programação e as línguas estrangeiras tornarem-se uma realidade na educação talvez lá na sala de alfabetização, ao invés ” ba, bé bi bó bu” ensinem o que é um código hexadecimal, binário, e para que serve. Assim acredito em mudança agora dizer que uma criança vai deixar o computador de lado em jogos par apegar um material e desenvolver não serão todas dentro do mundo virtual nem todos gostam de computador, nem todos gostam de programar e nem todos tem a habilidade de ensinarem o que é um código fonte como fazer ??? Este é o desafio. Quem vai ensinar fazer programas? quem vai ensinar as línguas estrangeiras da tecnologia? Quem aceitará mudanças quando falamos em sentimentos e reações humanas contrárias a este tipo de conduta moral e ética dentro da rede de sala de aula?

  24. 5. Instrução massificada
    Nos próximos 10 anos o professor que não souber utilizar a tecnologia para personalizar e diferenciar a aprendizagem dos seus alunos será “carta fora do baralho”. A diferenciação será tão natural como respirar. O professor de massas acabou.
    Temos um legislação estadual aqui no Mato Grosso do Sul que não permite o uso de celular em sala de aula em desacordo com a a proposta de ensino. Então digo os tablets que chegarão no ano de 2012 serão sem internet? Se um educando gravar uma aula sem autorização por ser protegido pelo ECA terá seu aparelho confiscado por aceso inadequado ao conteúdo da sala de aula. A família saberá acompanhar à distância o processo de ensino e o educando estará adequadamente monitorado ? O professor receberá um pacote promocional completo de capacitação e terá tempo para programar as atividades ? Quem vai dizer o que é certo ou errado nesta proposta ? Pessoas são sensíveis ao tipo de ensino e também as mudanças quando são de grande interesse ocorrem repulsa ao inovador. Sem um preparo adequado como ficará os registros da escrita ? Como fica a profissão de professor? receberá recursos tecnológicos para cada sugestão terá um acerto financiador para sustentar sua carreira diante de tamanha situação de cobrança? Receberá um salário de tecnológo ao invés de piso salarial e faixas de idade, séria ano e atuação? Preocupa em ver que a educação em massa deixará de existir, acredito que não será mais difícil ao jovem formações de especialista ou mestrado e doutorado. Acreditar que o sujeito que ensina é capaz de aprender novas tecnologias é preciso reavaliar a conduta profissional.

  25. 6. Medo da Wikipedia
    Wikipedia é a maior força democratizante no mundo actual. Se os professores têm receio em deixar os alunos utilizá-la, está na hora de olhá-la de frente sabendo que com este ou outro nome a Wikipedia vai continuar a crescer exponencialmente. Talvez esteja na hora de cada um também dar o seu contributo.
    Este site precisa de recursos financiadores para existir como disse anteriormente nada na internet é de graça e como manter uma página de pesquisa para o acesso e dar as informações prontas se por vezes a fonte de pesquisa está distante da realidade do educando? Como manter um instinto de curiosidade de pesquisar o meio ambiente sem colocar em prática as fases do processo de arte final e os métodos utilizados ? As ma´quina vão plantar para alimentarem os seres vivos ? Que tipo de alimento será o mais utilizado o teclado do computador com seu teclado ultrapassado ou as pontas dos dedos ? Para alimentar uma página de internet é preciso informações de pesquisa confiáveis sob pena de estas informações ferirem o código de usos e costumes morais de alguma sociedade ou grupo de interesse estratégico. Divulgar e publicar informações é preciso estarem baseadas em fatos reais, fontes confiáveis e quem postou se sua conduta é adequada e para isto é preciso ensinar o que é a verdade de fato, com clareza.

  26. 7. Manuais em papel
    Os livros são agradáveis, mas, daqui a dez anos, toda ou quase toda a leitura será feita através de meios digitais.
    A definição do que é leitura, entender o que viu e interpretar é pura metacognição e a fonte de acesso e interesse depende do usuário e seu entendimento prático para sua vida. Somente terá sucesso se as fontes de recursos de acesso forem ilimitadas. Pois o recursos financiador deste tipo de tecnologia é caro vem em pacotes fechados e não permite alteração de conteúdo. É preciso cautela e cuidado ao criarem empresas virtuais de conteúdos que não permitam transformações no material proposto e causem desvios de culturas e envolvimento de abuso político e social. Ter-se cuidado na escolha é preciso pois mente humana ainda simples na visão de mundo não será capaz ainda de entender estas mudanças. Deixo o pensar será que os monopólios de papel transformarão suas florestas em árvores de reservas permanentes ? Haverá ainda o corte de madeira para produção de papel ? As provas de avaliação serão virtuais e confiáveis fontes de mensuração de valores intelectuais ? Acabar o livro de papel o toque da textura sensitiva para a tela plana de um tablet como serão as emoções no futuro da leitura instantâneas ?

  27. 8. Cadernos, lápis, canetas… papel
    Provavelmente não vão acabar, mas com toda a certeza vão diminuir e muito na quantidade. As crianças aprenderão a escrever e a desenhar em dispositivos digitais e a grande maioria dos trabalhos, testes e exames poderão ser feitos da mesma maneira. A floresta agradece. Quem não perceber e se adaptar… desaparece.
    Só acredito vendo que acabará o kit escolar de mochila, calção, camiseta, tênis, réguas, compasso, cadernos em troca de um aparelho eletrônico obsoleto de uso restrito dentro da escola. Fica claro que grupos de interesse econômico serão o grande alvo de mudanças. Dentro da escola a revolução será no entendimento do desligamento das obrigações sociais de mandar o filho para a escola como moeda de troca de valores materiais ou financeiros de programas sociais de governo. A educação só mudará de fato se a família assim investir e acreditar no retorno de seu futuro em troca de comida e material será muito difícil acabar, os grupos de interesse político e economico são o que e quem movimentam o dinheiro na economia mundial. Deixar de arrecadar impostos com material escolar é preciso rever onde virão os recursos estratégicos para a educação de ponta que é cara custosa e demora para aprender. O material escolar é a maior fonte de arrecadação de impostos e gira em torno de grupos poderosos. Então por que ainda temos a escolha do livro didático para os próximos 5 anos ?? Se o fórum diz dez anos ??

  28. 9. Pastas
    Já hoje, em muitas das nossas escolas, que necessidade têm as crianças e os jovens de andarem com bolsas pesadas às costas com custos associados à sua saúde? Com livros e cadernos digitais… as pastas escolares serão cada vez menos pesadas até desaparecerem. As colunas vertebrais agradecem.

    Temos escolas que os professores e professoras usam o mesmo tipo de atividade e não muda amais de 10 anos. Acredito que só se a escola fechar as portas e mandar todo mundo embora e mudarem as provas de avaliação nunca mudam é só discurso. Pediram para ela mudar ano, turma e nada é amiga do fulano de tal dono da escola. Então enquanto o currículo não tiver seu valor real, plano de cargos e carreiras e pagar de acordo sem algemas de ouro em troca de seu mestrado você trabalhará por mais três anos dentro de tal situação, em troca de seu doutorado você trocará de cargo e função e trabalhará por mais 5 anos em tal pesquisa de interesse econômico para este grupo financiador. Isto é a realidade da educação se tiver dinheiro envolvido não estarão as migalhas nas mãos vejam investir 90 milhões e as redes de internet sem fio ainda não funcionam em todos os ambientes de escolas e espaços públicos de graça. As lesões não serão nos ossos vertebrais e sim na mente das crianças os setores de psiquiatria terão modelos em estudos avançados da mente humana por causa dos transtornos em realidade virtual e real ? Já está provado que jovens que utilizam jogos de ataque e morte causam estragos maiores que lesão na coluna, matam por que acreditam na vida eterna sem mortes. O simulador de aviões tirou o contato entre aeronaves e edifícios após 11 setembro. Entretanto os jovens morrem após simularem corridas de violência urbana em alta velocidade no mundo real. Controlar violência, armas, colisões de veículos, simuladores de guerra é preciso para conter a violência na sociedade, o ato de morte é comum e não é mais um fato contundente e causa horror, morrer é normal.

  29. 10. Departamentos TIC
    Um fim à vista. As TIC não serão uma especialidade. As TIC serão a realidade, as ferramentas essenciais de todos os professores e educadores. Todos os agentes da educação e formação terão competências TIC elevadas. Com a afirmação do “Cloud Computing”, a qualidade e aumento da cobertura sem fios e o acesso via satélite, coisas agora “tão importantes” como software, segurança e conectividade serão coisas do passado.

    Recentemente mudaram as frequências de sinal satélite na região brasileira para acesso ilimitado de sinal de satélite. Você viajava ao Paraguai comprava um receptor de sinal com seu dinheiro em sua casa, pagava um técnico, colocava uma antena SKYGATO e acessava os códigos pirateados na rede de internet de assistia tv de graça todos os canais em 4 satélites internacionais e 2 brasileiros. O grupo de rede satélite controlado pelo governo federal mudou o posicionamento, instalou nova criptografia e a empresa de tv e telefonia mudou as frequências de sinais, pois na lei brasileira é proibido captar sinal de satélite de tv paga sem autorização. Isto é crime e dá cadeia. Então como afirmar que serão ilimitados os acessos se a lei não permite e pune como criminoso quem acessa.

  30. Muito ainda vai ter que mudar, e por aqui pelo Brasil as mudanças se dão em passo de tartaruga.
    A primeira providência que temos que tomar é livrarmo-nos do capitalismo, onde o outro é o adversário, de quem temos que tirar o máximo de vantagem, e passarmos para um sistema onde ou outro seja irmão e alguém com quem compartilhamos tudo de bom que temos.
    No momento que este passo fôr dado, teremos feito um avanço enorme em todos os níveis da existência e tudo o mais vai acompanhar e outros universos se abrirão automaticamente.

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